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Stray nos joga em um mundo distópico, estranho e com histórias pra contar sob o olhar de um felino.

Stray é mais um jogo que traz personificação a um animal

Foto: Annapurna Interactive

Stray é um daqueles jogos que nem bem são lançados, chegam cercados de expectativas e até mesmo de polêmicas. Muitas vezes não pelo produto final, e sim, simplesmente por que o jogo chega oferecendo mais do que prometeu e acaba até virando um possível candidato a GOTY (Game Of The Year). Ou mesmo, por conta de uma tola, infantil e ultrapassada guerrinha de consoles.


Há quem não concorde que um jogo de gato como protagonista possa competir com jogos já famosos no mercado ou de produtoras acostumadas a ter seus jogos vencedores. Existem aqueles que preferem até encontrar mais erros do que acertos para denegrir o jogo sem ao menos ter passado dos 10 minutos iniciais da narrativa.


Stray já tinha sido prometido há um bom tempo. Em torno de 2015, o esboço do jogo já aparecia em alguns lugares, a exemplo da rede social Twitter. No início, o jogo tinha o nome de HK_Project. Por trás do desenvolvimento, a Blue Twelve, uma produtora indie que tinha saído das cinzas da Ubisoft e que pretendia lançar um projeto independente.


Chamando a atenção da Annapurna Interactive, receberam logo um contrato com a finalidade de dar prosseguimento ao jogo. Mas nada saiu logo e com facilidade. Prometido para 2020, Stray mesmo só chegou agora em 19 de Julho para PS4, PS5 e PC, inclusive, sendo gratuito para assinantes da PSN Plus Extra e Deluxe.



Desde os minutos inicias que presenciamos a estética do jogo. A chuva, vegetação, os lugares onde nosso querido felino precisa pular e se esgueirar, reflexos nas poças d´água, os movimentos do animal. A iluminação também enche os olhos e é um charme mesmo quando a escuridão teima em estar mais presente. Objetos espalhados pelos cenários respeitam bastante a física e reagem conforme a natureza do animal.


Nos 12 capítulos de Stray, vamos presenciar um misto de cenário urbano com selvagem, um mundo que muitas vezes parece esquecido, distópico e deteriorado, sem perder sua beleza e sem nos fazer desacreditar que há esperança no mínimo de vida que ainda sobreviva e resista. Caso do cenário do esgoto que acaba sendo magistral mesmo com toda a sujeira e abandono que carrega.

A jogabilidade é bem simples, descomplicada. Pulos e corridas, movimentos básicos. Alcançar lugares mais altos não depende apenas de pulos, é preciso observar detalhes pelo cenário que podem contribuir para atalhos, aberturas ou passagens mais íngremes. Com o andamento do jogo, outras ações aparecem para o felino. Através da ajuda de um robô simpático que surge depois, também será preciso resolver puzzles e obter alguns códigos de cofres.


Desbravar os ambientes possibilita que a história abra suas cortinas e conte ao jogador o que realmente aconteceu. Com a possibilidade do robô decifrar muito das escritas espalhadas pelos cenários e de encontrar memórias, esse é mais um jogo que a Literatura se conecta e abre profundidade entre o passado e o presente do lugar. Ler documentos, notebooks, letreiros nunca é estafante, muito pelo contrário.


O jogo é bem curto e segue por um caminho mais linear. Apesar disso, os capítulos que passam nos setores da cidade habitadas por robôs precisam um pouco mais de exploração, há muitas tarefas secundárias que garantem troféus ou permitem mais aprendizado dos fatos acontecidos no passado. Claro, essa será uma ótima opção para o jogador que adora explorar cada canto.


Praticamente sem inimigos, os poucos que surgem e que podem atrapalhar um pouco a vida do jogador são os Zurks. De origem também explicada pela narrativa, são pequenos seres velozes e saltitantes, que atacam em bando e que podem em questão de segundos nos matar. Em muitos ambientes, é preciso estudar uma forma de passar por eles para, por exemplo, poder rolar um barril sem ser perturbado. Puzzles simples, porém criativos que adicionam um pouco mais de criatividade em meio a aventura. Ainda sobra tempo para momentos onde agir na surdina torna-se necessário para investigar lugares repletos de drones sentinelas.


Stray é mais um jogo que traz personificação a um animal. Sentiremos carisma, ficaremos apreensivos por cada pulo, sentiremos na pele cada vez que o felino é atacado por um Zurk ou que ouve a história de alguma triste memória. Mesmo com robôs, o jogo passa sua ideia de humanidade, de amizade e de perseverança. A Annapurna fez bem em acreditar nesse projeto e publicar. Você, jogador, faz bem em jogar.

 

Stray

'O jogo do gato'


Lançamento: 19 de julho de 2022

Modo: Jogo eletrônico para um jogador

Desenvolvedor: Blue Twelve Studio

Plataformas: PlayStation 4, PlayStation 5 e Microsoft Windows

 

NOTA DO JOGADOR: 8,5

 

O site oficial do jogo:

 

O trailer do jogo:


 




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