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Máquina de Guerra repete o cinema de testosterona num filme que coloca o humano diante do desconhecido

De qualquer forma, a produção consegue saciar os cinéfilos ávidos de ação, explosões, feridas, desmembramentos e mortes

Máquina de Guerra
Créditos: Netflix / Divulgação

Os anos 80 ficaram bem marcados pelo ‘cinema de testosterona’. Brevemente falando (e como a própria expressão diz), compreende filmes repletos de ação, explosões, brigas e, claro, o que não poderia faltar, um exagero de masculinidade. Neste universo, existe todo um rol de filmes que exploraram esse filão, a exemplo de Braddock – O Super Comando (1984), Comando Para Matar (1986) e Stallone Cobra (1986).


 

Um repertório extenso de astros se formou através dessa década, entre eles: Arnold Schwarzenegger, Sylvester Stallone, Bruce Willis e Chuck Norris (falecido recentemente). Filmes onde nossos queridos heróis eram dotados de uma força física descomunal e de muita resistência para combater vilões bem maléficos.

 

Máquina de Guerra (War Machine, 2026) pretende capturar esse sentimento, sobretudo por ter no elenco Alan Ritchson, bastante conhecido pela série Reacher. A direção é de Patrick Hughes que também assumiu o roteiro junto com James Beaufort. Ambos também estiveram juntos no filme O Homem de Toronto (2022).

 

Antes de partir para a ação ininterrupta, vamos acompanhar uma cena inicial que foi feita para acentuar a carga dramática da narrativa (que não funciona tão bem, digamos). Alan Ritchson é um soldado que perde seu irmão durante um conflito e que carrega uma enorme culpa por não conseguir salvá-lo.

 

Depois dessa fatídica cena, Ritchson surge como 81 e pretende ingressar nos Rangers (que também era o desejo do irmão), um grupo de elite do exército que seleciona seus integrantes através de rigorosos testes físicos e psicológicos. Entretanto, esse não será o desafio maior, e sim, o último teste onde 81 e outros soldados precisarão enfrentar um inimigo desconhecido e totalmente mortal: uma máquina de guerra vinda do espaço.

 

Praticamente, o filme se divide em dois momentos: os testes dos pretendentes a equipe do Rangers e, depois, o último desafio que é quando a gigantesca máquina surge e mostra suas armas e capacidade de guerrear. É nessa segunda parte que é fácil pensar em Predador (1987): um perigo desconhecido que caçará e matará impiedosamente soldados qualificados e com muita força física.

 

Contudo, é melhor não tecer tantas comparações ao filme de 1987. Enquanto a equipe de Dutch (Arnold Schwarzenegger) conseguia prender a atenção do espectador em meio a tanta testosterona, tiroteios e corpos malhados, isso não acontece com os recrutas que precisam juntar forças com 81 para escapar da máquina. Sequer sentiremos carisma pelos personagens, inclusive até a presença de Dennis Quaid na tela fica apagada.

 

Máquina de Guerra
Créditos: Netflix / Divulgação

Mesclando memórias do passado fatídico do personagem até a determinação de se juntar ao Rangers, 81 é o foco principal do filme. Um homem solitário e quieto que agora está diante de uma situação perigosa onde novamente sua força e psicologia serão colocadas em xeque. Precisa equilibrar sua truculência e experiência de combate sem perder a humanidade e a compaixão para com os integrantes da sua equipe.


 

De qualquer forma, a produção consegue saciar os cinéfilos ávidos de ação, explosões, feridas, desmembramentos e mortes. E convenhamos que não faltam cenas ágeis e tensas como a do grupo de recrutas que caem de um morro alto e íngreme até a travessia de um ferido por uma cachoeira perigosa e turbulenta.

 

Com um final que faz questão de realçar a força do exército, sobretudo o americano, e com brechas para sequências, esse é um filme que resgata o sentido do cinema de testosterona. Máquina de Guerra, embora não funcione de forma eficiente, traz a sensação do cinema que sempre tenta reinventar suas características e que deseja criar heróis que fiquem eternizados na memória de espectadores.

Trailer:


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