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A Grande Inundação se afunda em narrativa arrastada e ideias que não se conectam bem no roteiro

A Grande Inundação
Créditos: Netflix / Divulgação

Atenção: o texto contém alguns SPOILERS.

 

Após uma catástrofe global, a Terra começa a ser engolida por ondas gigantes. A cientista Koo An-Na (Kim Da-mi), junto com seu filho pequeno, precisa chegar ao topo de um prédio de 30 andares que está ficando gradativamente submerso.

 

Com um gostinho de cinema catástrofe, A Grande Inundação (Daehongsu, 2025), filme sul-coreano dirigido por Byung-woo Kim, começa de forma vertiginosa com a cientista tendo seu apartamento alagado. Em questão de poucos minutos, o caos começa com os moradores precisando escapar antes que morram afogados.

 


As ondas gigantes chegando e o desespero coletivo colaboram com a tensão do filme, isso incluindo as diversas vezes que An-Na se perde de seu filho. Além disso, a cientista acaba ajudando algumas pessoas pelo prédio como um casal de idosos e uma mulher grávida.

 

Mas é questão de meia hora para outro personagem aparecer e o espectador começar a entender os reais motivos por trás da inundação. E An-Na também tem uma participação importante por trás das causas dessa catástrofe. É exatamente onde o Sci-fi ganha mais destaque e subverte alguns pensamentos do espectador sobre o filme.

 

O núcleo emocional com o filho existe, mas raramente atinge profundidade suficiente para gerar verdadeiro envolvimento. O sentimentalismo é raso, e praticamente o espectador não cria tanto carisma com os personagens.

 

O enredo de A Grande Inundação se faz através de loops temporais. Infelizmente, esse recurso acaba deixando o filme arrastado e muitas cenas são monótonas, não adicionam tanta substância para o crescimento da narrativa, ficam confusos demais, ao contrário do que aconteceu em filmes como Corra, Lola, Corra (1998) e Feitiço do Tempo (1993) onde o recurso foi bem utilizado.

 


Créditos: Netflix / Divulgação
Créditos: Netflix / Divulgação

Então, se a película extrapola em efeitos como explosões e ondas gigantes, falta um maior polimento aos personagens e ao roteiro. O diretor opta por muitas cenas de ação (que envolvem diversas mortes da personagem principal), mas elas também não trazem a maestria que o cinema sul-coreano costuma entregar.

 

A Grande Inundação traz alguns temas interessantes do mundo atual como Inteligência Artificial e a Ciência em nossas vidas, embora não saiba conectá-los por completo. Tipo de produção onde as ideias são boas e interessantes, mas a concepção não resulta tão bem. 

 

Após parar o filme por 3 vezes, queria ir até o final, mesmo sonolento. Entretanto saiba que esse é mais um filme que divide opiniões, pode não entregar todas as respostas que o espectador espera e termina com algumas interpretações vagas ou não tão concretas.

Trailer:


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