Dungeons of Hinterberg entrega masmorras recheadas de combates desafiantes e puzzles criativos
Entre masmorras mágicas, combates, puzzles e novas amizades, Dungeons of Hinterberg transforma férias nos Alpes austríacos em uma aventura cheia de descobertas

Dungeons of Hintenberg é um jogo criado pela austríaca Microbird Games e publicado pela Curve Games. Focando em diversos elementos que se juntam de forma coesa, trabalhando em prol da diversão e interação do jogador, espere avançar por masmorras, ser o mais sociável possível, solucionar puzzles criativos e passar por combates desafiadores.
Com uma perspectiva em terceira pessoa, vamos jogar como Luisa, uma advogada que decide passar férias em Hinterberg, uma cidade austríaca que passou a ter, misteriosamente, masmorras mágicas e que agora atrai turistas dos mais variados lugares do mundo. Com controles intuitivos, desde a primeira masmorra nos adaptamos aos comandos, inclusive com esquivas e golpes que funcionam corretamente.
Posteriormente, ganharemos dois recursos que influenciam e melhoram ainda mais os combates: condutos e amuletos. Os condutos funcionam como habilidades. São golpes especiais que precisam ser recarregados nas batalhas. De furacões que soltamos até uma chuva de meteoros, as opções são as mais variadas e deixam as batalhas muito mais equilibradas e versáteis.
Por sua vez, os amuletos garantem atributos permanentes quando são encaixados em slots. Maior campo de esquiva, mais força física ou mágica, mais itens que os inimigos soltam, etc. Claro que para aumentar o espaço de slots (que chegam ao máximo de 20), precisamos fazer amizades pela cidade com determinadas pessoas.
Eles também podem ser diminuídos conforme encontramos materiais específicos pelos cenários. Quanto menor o tamanho deles, menos slots serão necessários, permitindo assim que o jogador monte uma estratégia poderosa e eficaz com um número maior de amuletos.
O jogo conta com um sistema de sociabilização que lembra jogos como Persona 5, claro que aqui tudo acontece de uma forma mais simples e rápida. Após retornar de alguma masmorra, podemos fazer compras e também sair com as pessoas que fazemos amizades (e tem até um cachorro na lista).

Ao cumprir determinadas missões dessas pessoas, dar presentes e passar a noite ao lado delas, a nossa amizade aumenta e somos retribuídos com mais slots de amuletos, roupas, condutos mais fortes, novas armas, descontos em lojas, etc. Claro que não há uma obrigatoriedade de fazer tudo, assim como cabe ao jogador escolher quais os benefícios são melhores conforme as amizades aumentam.
De dia, visitamos as masmorras. Elas estão dispostas em 4 mapas (são 25 masmorras, mais uma extra que surge no avançar da história). Os cenários são bonitos, fáceis de locomover. Cada qual com suas características bem detalhadas como as florestas de Hinterwald e a região pantanosa de Brunnelsumpf.
Muitas masmorras dependem que o jogador encontre suas localizações, apesar disso, o mapa é muito fácil de visualizar e dificilmente ficaremos perdidos. Localidades, caixas, masmorras e pontos importantes são destacados no mapa. Conforme descobrimos pontos de viagem rápida, tudo fica ainda melhor (a viagem rápida é feita sem loadings, muito bom para esse tipo de jogo onde o uso é constante).
O jogo também nos convence a explorar, uma vez que são muitas caixas, itens e inimigos pelos cenários que deixarão nossos passeios muito mais interessantes e desafiadores. Está cansado e deseja parar para relaxar? Encontre um ponto panorâmico e fique ali. Além disso, podemos ganhar mais alguns atributos para nossa personagem. Único ponto negativo é que uma vez dentro de um mapa de Hinterberg, não podemos ir para outro (precisamos voltar à cidade, dormir e fazer isso no outro dia).
Outro aspecto interessante do jogo: cada mapa tem duas habilidades fixas e específicas que ajudarão tanto nos combates como nos puzzles. Por exemplo, em Doberkogel, com um botão lançamos um gancho que ativa alavancas distantes ou que é capaz de puxar blocos. Com outro botão, soltamos uma bola gigante que funciona como um peso para muitos puzzles e que também pode explodir depois de um tempo, servindo como armadilha para os inimigos.
O visual é bonito, rico em detalhes e conta com a bela técnica do cel shading que, apesar de não tão usada tanto hoje em dia, ainda confere personalidade em muitos jogos, inclusive aqui.
Os diálogos são recheados de escolhas, apesar de que elas não interferem tanto na história. Também é fácil andar pela cidade atrás de lojas, pessoas e atividades. Tudo fica bem descrito no mapa.

Um ponto negativo é que o jogo deu crash em 3 momentos, sempre na mesma parte. A solução foi seguir para outro mapa. Como o uso de saves manuais é permitido, fácil reverter algum problema ocorrido ou mesmo algum item comprado que não gostamos tanto. Lembrando que a versão usada para essa resenha foi a de PS4.
Dungeons of Hintenberg é curto e praticamente sem fator replay, mas entrega uma aventura fácil de cativar em poucos minutos com sua simplicidade que mesmo assim consegue entregar puzzles inteligentes e combates desafiadores. Fácil lembrar dos áureos tempos dos jogos de exploração 3D do PS2/PS3, daquela linhagem de jogos que podiam não prometer tanto mas que no final a gente só parava de jogar até chegar nos créditos finais.
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