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Chained Echoes: a simplicidade do 16 bits que ainda encanta e diverte em plena era dos gráficos avançados

há 15 horas
4 min de leitura

Inspirado nos clássicos dos anos 1990, Chained Echoes combina nostalgia, combates estratégicos e um universo repleto de aventuras e descobertas

Chained Echoes
Créditos: Divulgação/Matthias Linda/Deck13


Chained Echoes foi criado praticamente por um homem só. O responsável pelo jogo é o alemão Matthias Linda. Certamente, ao desenvolver o jogo, o designer tinha algumas paixões que foram fundamentais no processo, porém a que mais pesou, certamente, foi seu gosto pela era dos jogos com visual 16 bits, sobretudo em clássicos como Chrono Trigger e Xenogears.



 


Muito de Chained Echoes tem similaridade com um jogo de sucesso da Sabotage Studio lançado em 2023 intitulado Sea of Stars. Cenários cativantes apesar do minimalismo retrô, batalhas envolventes com mecânica de turnos, muito itens para coletar, armaduras e armas para testar.

 

Aqui, vamos acompanhar o piloto Glenn que tenta deter uma desconhecida e poderosa força que planeja desencadear uma nova guerra no Continente de Valandis, isso após a região viver anos de tranquilidade após um tratado de paz. Como todo jogo de JRPG, espere uma história cheia de reviravoltas, traições, parcerias e surpresas.

 

A jornada de Glenn não será solitária, pelo contrário, ele contará com variados heróis que vão desde mercenários até amigos de infância. Como de praxe no gênero, cada um com suas habilidades, armas e características. Até o final, o jogador contará com 11 personagens que fazem parte da equipe.


Para as batalhas, o grupo pode ter 4 integrantes, porém é possível deixar mais 4 de reserva (que podem ser trocados nos turnos), o que favorece ainda mais uma estratégia do jogador. Ainda existe a possibilidade de convocar outros personagens, mas para isso o jogador precisará realizar algumas missões ou investigar os cenários atrás de novos parceiros.


No total, são 23 NPC's que podemos recrutar. Eles são muito importantes, pois alguns indicam as caixas que faltam abrir em determinados cenários e outros podem até abrir lugares nos cenários que antes não estavam acessíveis.

 

Os combates por turnos trazem a mesma rotina de outros jogos. Ações como golpes, soltar habilidades, usar cura ou itens, ressuscitar e se defender estão presentes. Contudo, o diferencial aqui é a barra de Overdrive. Ela é composta de várias cores. Quando está na cor verde, nossos personagens podem soltar golpes mais fortes, em contrapartida, quando vermelha, nós recebemos mais danos.

 

Chained Echoes
Créditos: Divulgação/Matthias Linda/Deck13


Então, é essencial controlar essas ações para que as batalhas sejam equilibradas. Claro que alguns inimigos, inclusive chefes, conseguem sabotar essa barra dificultando bastante algumas batalhas na história. Para o jogador novato no gênero que não quer tantos desafios, é possível ajustar essa barra nas opções, deixando ela menor ou maior (tudo em prol dos mais variados tipos de jogadores).



 


Conforme a batalha avança e vamos executando mais ações, outra barra se enche e nos permite usar uma ação especial: o Ultra Move. Esse golpe poderoso varia conforme o personagem que estamos usando e garantem animações bem legais como a do personagem Ba'Thraz que atira um laser potente de uma arma gigante dizimando praticamente os inimigos. Esse recurso é muito bom em combates complexos que teremos pela frente.

 

Outra novidade bem vinda é o Sky Armor. Pense algo como uma espécie de mecha. No início do jogo, somos apresentados a essa mecânica de forma rápida. Porém, ela vai realmente entrar em ação a partir do segundo ato. Com esse recurso, podemos sobrevoar por alguns cenários explorando ilhas e lugares que até então não conseguíamos chegar. Da mesma forma, alguns inimigos são tão fortes que só essas armaduras nos salvam do fracasso nos combates.

 

Mas não pense que você vai usar a armadura voadora a todo instante. Ela não é permitida em certos lugares, mas a alternância entre ela e nosso personagens normais criam muitas oportunidades de puzzles, mas para isso o jogador precisa interpretar cada relevo e cenário que enfrenta. Falando em puzzles, espere por muitos no jogo, até mesmo em cavernas que são escondidas e que facilitam chegar a outras regiões e vilas por onde passamos.

 

Num jogo que leva entre 40 a 50 horas para ser finalizado, caso o jogador deseje fazer e explorar praticamente tudo, eis que vem mais um sistema interessante: a tabela de recompensas. Ela compreende mais de 120 missões e tarefas pelo jogo. Mate tantos inimigos de um tipo, encontre certa quantidade de caixas, enfrente algum inimigo usando apenas personagens femininos.

 

Além disso, ganhamos muitas moedas e itens em troca conforme os quadros da tabela começam a se conectar entre si (como formassem cadeias). Esse sistema acaba influenciando ainda mais na exploração, troca de personagens e na busca por monstros únicos, que na verdade são inimigos diferenciados que exigem uma estratégia e um preparo maior do jogador.  

 

Chained Echoes
Créditos: Divulgação/Matthias Linda/Deck13


Com muitos lugares para explorar, os cenários são ricos em detalhes como cachoeiras, rios, vales, montanhas, cavernas e florestas. As cidades e vilas oferecem lojas, caixas escondidas, passagens secretas, porões e muitos NPC’s para interagir. Da mesma forma, os mapas fogem da linearidade e alguns lugares dependem que o jogador estude os diversos caminhos que existem.

 

O ponto negativo é que o mapa, ao mesmo tempo em que é amplo e repleto de detalhes, tem algumas passagens bem escondidas e, dependendo de cada jogador, pode ser frustrante compreender algumas entradas e saídas, inclusive de cavernas labirínticas. A própria visualização do mapa, em geral, poderia ter mais informações, sobretudo com apresentação de níveis (como o térreo e o pavimento superior de algumas residências que entramos). Algo para melhorar numa sequência, quem sabe?





Alguns jogadores podem reclamar que o jogo não recebeu o idioma português (nem nas legendas). Para entender bem a história então, é preciso colocar seu inglês e espanhol em dia. Como estamos diante de um RPG, temos bastante diálogos e informações acerca dos personagens e da história.

 

A bonita trilha sonora ficou a cargo do compositor Eddie Marianukroh. Suas composições agradam tanto no frenesi das batalhas como nas explorações de masmorras pelos cenários. O jogo possibilita saves manuais e os loadings entre as telas de cenários não são irritantes, tudo fluindo bem, inclusive sem travas durante os combates.


Chained Echoes é um jogo que conecta passado e presente valorizando ainda mais o universo dos RPG’s de turno. Aquele tipo de jogo que funciona tão bem para veteranos como para iniciantes no gênero. Da primeira a última batalha, difícil não ser absorvido por esse universo. Pronto para conhecer Valandis?

 Trailer do jogo:


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