top of page

O Fim Da Rua: dinossauros continuam assustando em filme com espírito 80's e pronto para entreter

há 11 horas
3 min de leitura

Dinossauros, nostalgia dos anos 80 e aventura familiar se encontram em um filme feito para entreter

O Fim Da Rua
Imagem: Reprodução


Dois temas ainda rendem muitas produções cinematográficas: o universo dos dinossauros e a atmosfera 80’s. A primeira pode até dar uma trégua, porém depois volta em cena com os animais que, embora extintos, sempre conseguem assustar. A segunda, por sua vez, alavancada principalmente pelo sucesso de Stranger Things, ganha ainda mais força nas mãos de muitos diretores que estão optando por essa década para criar seus filmes e séries.  



 


Mas, e se misturássemos as duas ideias? Aquela nostalgia e o clima retrô de uma época sem celulares, internet e IA recebendo essa temíveis criaturas? Foi pensando assim que David Robert Mitchell escreveu e dirigiu O Fim da Rua (The End of Oak Street, 2026).

 

No filme, vamos acompanhar a família Platt que após um dia de festa com a vizinhança, se vê diante de uma mudança radical: inexplicavelmente o bairro se transformou num cenário característico da era pré-histórica. Além disso, a família e os moradores não têm para onde escapar e precisam enfrentar os mais diversos perigos caso queiram sobreviver.

 

A família, embora não tão perfeita, realmente ganha nossa simpatia desde cedo. Embora não estejam vivendo uma união estável, o casal Denise (Anne Hathaway) e Greg (Ewan McGregor passando um semblante mais velho) desde cedo cativam o espectador. O mesmo vale para o filho Brian (Christian Convery) que passa uma ideia de jovem corajoso e a filha Audrey (Maisy Stella) que costuma citar Carl Sagan em suas falas.

 

A harmonia entre os moradores, (embora algum rancor ainda exista), o cachorro de estimação (que costuma fazer buracos no quintal do vizinho), famílias juntas disputando brincadeiras na rua, a alegria de um churrasco cheiroso e saboroso num dia ensolarado. É um cenário sossegado, apenas mais um dia normal.



 


Não demora muito para essa pintura de sonho americano ruir e dar lugar ao caos. Entretanto, Mitchell não apresenta isso prontamente. Mesmo que o espectador sabe do que se trata, alguns eventos que antecedem a mudança total do cenário assustam e seguram a nossa atenção.

 

Sem muitas novidades e trazendo a tensão, o caos e o alvoroço típicos de filmes como Jurassic Park: O Parque dos Dinossauros (1993), O Fim Da Rua se sustenta ao mostrar seres humanos indefesos e isolados num ambiente onde agora o homem passa a ser a caça. E tal qual no filme de Spielberg, espere um enorme dinossauro raivoso dando cabeçadas num veículo que serve de refúgio para humanos ou então aquela perseguição onde cada espaço apertado pode ser de extrema utilidade contra os predadores.

 

O Fim Da Rua
Créditos: Divulgação

Mesmo neste espaço conturbado, ainda dá tempo de soltar um sorriso ao ver uma família que sai de casa cantando a música tema de Os Flintstones ou então, ao se deparar com uma cena onde um casal de dinossauros gigantes resolve ter seu momento de acasalamento. Apesar disso, um pouco do humor presente costuma antecipar uma cena que será triste em seguida (praticamente para enganar o espectador).

 

O visual convence e a arquitetura do bairro colabora na atmosfera crescente de tensão. A garagem aberta que ainda pode ter alguma criatura escondida, a casa abandonada que serve de rápido refúgio e o telhado que impede que os personagens virem presas fáceis. O simples e pequeno quintal de uma casa pode ser um longo percurso quando estamos procurando por alguém ou somos perseguidos. Isso o filme captura bem, a todo instante.

 

Além da trilha sonora do experiente Michael Giacchino (série LOST), também contamos com hits poderosos dos 80’s. Certamente muitos artistas/grupos que voltam a ganhar mais atenção nos tempos atuais com o acesso a plataformas de streaming. Um belo repertório musical com direito a Steve Winwood (‘Valerie’), The Cars (‘Shake It Up’), The Secrets (‘Get Your Radio’) e Roxy Music (‘More Than This’).

 

Mesmo que Audrey cite os buracos de minhoca como consequência da transformação do bairro, o filme não se encharca de uma ficção que a toda hora tenta e precisa explicar algo. Claro que muita coisa aqui é comum para quem já conhece os trabalhos de J. J. Abrams (que foi responsável pela produção do filme).



 


Aqui o intuito maior é entreter do início ao fim. É praticamente uma homenagem aos filmes da era 80’s, de ser capaz de reunir a família em frente do Cinema ou da TV (sobretudo por meio de diretores como Spielberg). No final sabemos que é mais um filme que carrega a mensagem de salvar quem gostamos e de que podemos superar nossos momentos mais difíceis. Normal. Esqueça alguns exageros e absurdos, não exija tanto, faça uma boa pipoca e aproveite.

 Trailer:


Comentários


O Teoria Cultural nasceu da paixão pela cultura pop, pela música, pelo cinema e pela arte como forma de expressão e entendimento do mundo. O projeto começou como uma página no Instagram, inicialmente chamada Caro Vinil, voltada à celebração dos discos, do rock e das narrativas culturais que atravessam gerações. Saiba mais

  • Whatsapp
  • Instagram
  • Facebook
  • X
  • Tópicos

Categorias + Comentadas

Institucional

Teoria Cultural

INSCREVA SEU EMAIL PARA RECEBER

ATUALIZAÇÕES, POSTS E NOVIDADES

© 2026 Todos os direitos reservados a Teoria Cultural |  PRODUZIDO CRIADO E DESENVOLVIDO, com EXPRESSÃO SITES

Expressão Sites
bottom of page