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Mike Portnoy exalta Lars Ulrich: “Prefiro ele no palco do que alguém fazendo paradiddles a 240 bpm”

Entre a precisão e a paixão, o baterista do Dream Theater escolhe o coração. E encontra no líder do Metallica uma inspiração que vai além da técnicame

Mike Portnoy exalta Lars Ulrich
Imagem: Reprodução/ Instagram

Mike Portnoy abriu o jogo — e o coração — em uma nova entrevista ao canal de El Estepario Siberiano, revelando que um dos grandes nomes que moldaram sua trajetória na bateria foi Lars Ulrich, do Metallica. A admiração, segundo ele, vai muito além do bumbo duplo ou da precisão técnica. É sobre entrega, presença e o impacto que um artista causa para além das baquetas.



“Ele foi uma grande influência para mim. E muitas pessoas pegam no pé dele por causa da técnica, mas, para mim, era mais do que apenas um baterista. Ele era o líder da banda, cuidava dos fã-clubes, coproduzia os discos. Ele era um modelo. E ainda é”, declarou Portnoy.


O músico, conhecido por sua exatidão quase cirúrgica nos tempos de Dream Theater, não hesitou em reconhecer a agressividade e inventividade das primeiras gravações do Metallica. Para ele, álbuns como Ride the Lightning e …And Justice for All foram escolas — tanto quanto o virtuosismo de Neil Peart (Rush) ou a teatralidade de Keith Moon (The Who).


Mas foi nos bastidores que Lars mais surpreendeu:


“Achei que ele seria distante, mas ele olhava nos olhos das pessoas, fazia perguntas, passava alguns minutos com cada fã. Isso me marcou muito. Ver um cara do tamanho dele sendo tão humilde e atencioso me ensinou mais do que muitas técnicas por aí.”



No eterno embate entre técnica e emoção, Portnoy não titubeou:


“Prefiro assistir alguém como Lars no palco do que ver bateristas que fazem paradiddles a 240 bpm. Para mim, isso é chato. Eu quero emoção, quero me divertir vendo um show. E o que Lars traz para o Metallica é inestimável.”


De um mestre das viradas complexas, o elogio tem peso. E também um recado: a alma no palco ainda vale mais do que qualquer metrônomo.

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