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Guy Pratt revela segredo surpreendente de “Time”, clássico do Pink Floyd

Baixista explicou como foi criado um dos sons mais icônicos de The Dark Side of the Moon e deixou entrevistador incrédulo

Roger Waters
Imagem: Reprodução

Existem músicas que parecem tão perfeitas em seus detalhes que quase soam sobrenaturais. The Dark Side of the Moon, do Pink Floyd, é cheio desses momentos. Cada ruído, efeito e textura sonora do disco lançado em 1973 parece calculado para mergulhar o ouvinte em uma experiência quase psicológica.


E uma revelação recente de Guy Pratt mostrou que até um dos sons mais famosos do álbum nasceu de uma ideia absurdamente simples, e genial.





Durante entrevista ao músico Scott Devine, Pratt contou um detalhe curioso sobre “Time”, uma das faixas mais icônicas da história do Pink Floyd. Segundo ele, o famoso “tique-taque” que atravessa a música não foi criado com relógios, sintetizadores ou efeitos de estúdio sofisticados, como muita gente imaginava. O som veio diretamente do baixo.


“É por isso que Roger [Waters] era genial, por criar coisas que um baixista não faria usando o instrumento, não necessariamente de uma forma técnica. É como o tique-taque do relógio em ‘Time’.”


A revelação pegou Scott Devine completamente de surpresa.


“Não acredito! O tique-taque do relógio em ‘Time’ era… isso é o baixo?”


Pratt confirmou imediatamente e ainda explicou que precisou reproduzir o efeito durante apresentações ao vivo do Pink Floyd, sincronizando a execução com um enorme relógio projetado no palco.


“É isso mesmo. E eu tive que fazer isso com o Pink Floyd. Tive que fazer em sincronia com esse desenho gigante de um relógio girando. E você tem que estar em sincronia com o relógio. Se você ouvir, é isso que a versão original é.”


A reação de Devine resumiu perfeitamente o espanto de muita gente que ouviu a história pela primeira vez.


“Você está me impressionando demais.”


Talvez o mais fascinante nessa revelação seja perceber como ela traduz exatamente a essência criativa do Pink Floyd naquele período. Durante a produção de The Dark Side of the Moon, a banda parecia obcecada em transformar sons cotidianos em experiências emocionais e conceituais. Nada era apenas decorativo. Tudo tinha função narrativa dentro do álbum.





E “Time” talvez seja uma das músicas que melhor sintetizam isso. A faixa fala sobre envelhecimento, rotina, ansiedade e a sensação brutal de perceber o tempo escapando silenciosamente da vida. O relógio não aparece apenas como efeito sonoro. Ele é praticamente um personagem dentro da música.


Por isso faz tanto sentido descobrir que Roger Waters tenha pensado no baixo de maneira pouco convencional para criar aquela atmosfera. O Pink Floyd sempre trabalhou justamente nesse território onde técnica, conceito e experimentação emocional se misturavam de forma quase inseparável.


Guy Pratt, aliás, conhece bem esse universo. Embora nunca tenha integrado oficialmente a formação clássica do Pink Floyd, o músico teve participação importante na fase posterior à saída de Roger Waters. Ele atuou como baixista nas turnês e projetos ligados a A Momentary Lapse of Reason (1987) e The Division Bell (1994), além do histórico álbum ao vivo Pulse (1995).


Depois disso, Pratt continuou colaborando frequentemente com David Gilmour em projetos solo e apresentações especiais, se tornando uma figura bastante próxima do universo Floydiano nas últimas décadas.


E talvez seja exatamente esse tipo de detalhe que mantém The Dark Side of the Moon tão fascinante mais de 50 anos depois. Porque o disco continua revelando pequenos segredos escondidos em suas camadas sonoras, lembrando que algumas obras nunca param completamente de ser descobertas.






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