He-Man perde seu criador: morre Roger Sweet, designer que deu forma ao herói
- Marcello Almeida
- há 20 horas
- 2 min de leitura
Designer da Mattel ajudou a moldar um dos maiores ícones da cultura pop dos anos 80

O nome talvez não fosse tão popular quanto sua criação, mas o impacto é impossível de medir. Morreu aos 91 anos Roger Sweet, o homem por trás do visual original de He-Man, um dos personagens mais emblemáticos da cultura pop.
A informação foi divulgada pelo TMZ, que também revelou que o designer vinha enfrentando complicações relacionadas à demência nos últimos anos, vivendo em um centro assistencial.
Meses antes, em fevereiro, sua esposa, Marlene Sweet, chegou a organizar uma campanha online para ajudar nos custos do tratamento. A mobilização arrecadou quase 100 mil dólares, com direito a uma contribuição simbólica da própria Mattel, empresa onde Sweet construiu sua trajetória.
E foi justamente ali, dentro da Mattel, que tudo começou. Nos anos 1970, a empresa buscava uma resposta ao domínio cultural de Star Wars nas prateleiras de brinquedos. Era preciso criar algo novo, algo forte o suficiente para disputar atenção em um mercado que já estava sendo moldado por heróis espaciais.
Sweet teve uma ideia simples, e, ao mesmo tempo, decisiva. Pegou um protótipo de outro boneco da casa, o Big Jim, e começou a modificar seu corpo com argila. Mais músculos, mais presença, mais exagero. O resultado não era só um brinquedo. Era um arquétipo.
Ali nascia He-Man.
A linha Masters of the Universe seria lançada oficialmente em 1982 e rapidamente deixaria de ser apenas uma coleção de bonecos. Virou desenho animado, quadrinhos, filmes, e, principalmente, memória afetiva de uma geração inteira.
Nos anos seguintes, o personagem ganhou o mundo, incluindo a adaptação para o cinema em 1987, com Dolph Lundgren no papel principal. E, décadas depois, continua relevante.
Tanto que a história ainda está longe de acabar.
Uma nova versão de Mestres do Universo já está em produção, com Nicholas Galitzine no papel de He-Man, prevista para estrear em junho no Brasil. Mas, antes de tudo isso, antes das telas, das vozes, das histórias, houve um gesto simples. Um designer moldando um boneco com as próprias mãos, tentando imaginar algo que ainda não existia. E acertando.
Porque alguns personagens são eternos, mas alguém, um dia, precisou dar forma a eles.
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