De Olhos Bem Abertos: início interessante, segunda metade desperdiçada e pouca coisa se salva
- Eduardo Tadeu Ferrari Salvalaio
- há 1 dia
- 2 min de leitura
Os cenários e Meghan Carrasquillo salvam o filme de um desastre total

Nossa personagem sai da vida agitada de uma cidade grande para encontrar o sossego. Ela então decide trabalhar como voluntária numa torre de observação localizada numa extensa área florestal. Um cenário idílico, silencioso e que poderia ser um recanto para encontrar a paz em definitivo. Mas não é bem o que acontece com Melissa (Meghan Carrasquillo).
Você, ávido cinéfilo que já assistiu a muitos filmes nesta vida, sabe que essa paz será interrompida. Então, diante dessa trama já conhecida, resta saber o quê ou quem pode interromper com os intuitos de Melissa em encontrar uma rotina mais pacata e fazer seu trabalho sem problemas.
Difícil não afirmar que De Olhos Bem Abertos (Lookout, 2025) é o tipo de filme que desperta nossa atenção, mesmo com uma ideia cansada e apresentada de forma simples. Isso porque o diretor Stefan Colson até cria uma boa ambientação para prender o espectador. O imenso cenário em meio à solidão da personagem, um grupo de caçadores que parecem hostis à primeira vista, a sensação de que algo ou alguém espreita Melissa.
Até mesmo quando nossa querida vigilante está em seu serviço de observação, existem bons ganchos para manter o suspense do filme. O olhar através do binóculo que pode esconder algo de terrível na paisagem. Além disso, Melissa encontra objetos estranhos pela floresta, sobretudo quando ela não poderia sair do seu posto de observação.
Infelizmente, o filme erra (de forma feia e burlesca) quando justamente ele entrega o motivo da perturbação de Melissa. Isso depois de 50 minutos quando tudo parecia convencer. E até mesmo os elementos de Sci-fi que se juntam à narrativa não convencem e sequer trazem mais conteúdo ao filme.

O filme assume alguns problemas, sobretudo após sua metade. Ritmo lento, falta de desenvolvimento dos personagens e um elemento antagônico muito mal trabalhado. Você não tem mais medo, as cenas de ação são banais e era até melhor que o filme terminasse deixando no espectador a sensação de algo não revelado (do tipo que não entrega respostas, mas também que não inventa ou exagera demais).
Se o final almeja fazer ligações com humor negro, pode esquecer. Sim, também é um filme que deixa brechas para sequências (melhor que não se for desse jeito). Os cenários e Meghan Carrasquillo salvam o filme de um desastre total. Entretanto é muito pouco para um filme que começou até interessante.
Trailer:
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