Com Mosquito, o Hater prova que é fácil se apaixonar pelo Indie Rock grudento que executam
- Eduardo Tadeu Ferrari Salvalaio
- há 22 horas
- 2 min de leitura
A sintonia entre os vocais de Caroline e o instrumental marcante dos integrantes da banda continua afinada

Hater é uma banda sueca que surgiu em 2016. Siesta (2018) e Sincere (2022), os dois primeiros discos, chegaram e confirmaram que os suecos tinham diversas influências, entre as quais, The Concretes, Club 8 e Bettie Serveert. Os suecos traziam também uma sonoridade que equilibrava New Wave, Pós-Punk Revival e Shoegaze.
O grupo é composto pela vocalista Caroline Landahl (que também assume guitarra e teclados) e pelo guitarrista Måns Leonartsson. Adam Agace (baixo) e Lukas Thomasson (bateria) estiveram presentes nos primeiros anos, mas em seguida foram substituídos pelo baixista Frederick Rundquist e pelo baterista Rasmus Andersson.
Chegando agora ao recente disco, Mosquito (2026), o grupo segue por um Indie Rock que, apesar de convencional, é embalado por faixas que grudam na primeira audição. A sintonia entre os vocais de Caroline e o instrumental marcante dos integrantes da banda continua afinada.
A atmosfera pesada de ‘Landslide’ abre o álbum ditando corretamente a sonoridade cativante do grupo. Em seguida, difícil não ficar imune ao pseudo-romantismo de ‘Angel Cupid’ onde Caroline traz um refrão que, embora simples, gruda de primeira: ‘Oh, angel Cupid / You're so fucking stupid’.
A presença de duas guitarras é fundamental na sonoridade. Faixas como ‘Mosquito’, ‘This Guy?’ e ‘Guts’ representam bem uma das características que o grupo assume: equilibrar tanto guitarras dedilhadas como guitarras mais raivosas. A linha de baixo não fica atrás e ela chega poderosa, a exemplo da faixa ‘Still Thinking Of You’.
‘Sad Eyes’ é um flerte com o Folk. A voz de Caroline reina soberana num instrumental bem discreto. Parece que a Suécia nunca sai de moda quando o assunto são bandas que chegam para convencer e agradar. O grupo Hater que o diga.

.png)