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A Sociedade da Neve, um filme que traz emoções mistas sobre o famoso voo 571 da Força Aérea Uruguaia

"A Sociedade da Neve" foi lançado oficialmente em 14 de dezembro e chegou no catálogo da Netflix em 4 de janeiro.



Chegamos a 2024, mas as produções de 2023 continuam a prosperar, seja na música ou no cinema. Uma que tem causado bastante comoção, seja por sua história, elenco, direção, visão ou trama, é "A Sociedade da Neve". O filme chegou ao catálogo da Netflix em 4 de janeiro após uma breve temporada nos cinemas, sendo apontado como possível representante de Espanha, Uruguai e Chile na disputa pelo Oscar na categoria de "Melhor Filme Internacional". Embora a lista oficial ainda não tenha sido divulgada, esta película tem todos os elementos para ser uma excelente indicada.


"A Sociedade da Neve" aborda o famoso acidente aéreo ocorrido em 1972, envolvendo o voo 571 da Força Aérea Uruguaia, que transportava uma equipe de Rugby, seus amigos e familiares com destino ao Chile. O avião cai em uma geleira na Cordilheira dos Andes, resultando na sobrevivência de apenas 29 dos 45 passageiros. Diante desse cenário hostil, eles precisam recorrer a medidas extremas para se manterem vivos.



É relevante notar, informar e salientar que o longa é baseado no livro homônimo do jornalista e escritor uruguaio Pablo Vierci, lançado em 2008. Diferentemente de outras representações do famoso desastre aéreo, como o filme "Vivos" de 1993, que é baseado em outro livro, o “Alive: The Story of the Andes Survivors”, lançado em 1974 pelo dramaturgo inglês Piers Paul Read. Esta versão de 2023 oferece, portanto, perspectivas únicas do evento histórico.


Ao trazer aspectos diferentes, "A Sociedade da Neve" apresenta uma visão mais intimista do desastre ambiental, destacando o dilema da sobrevivência para aqueles que enfrentaram o acidente aéreo. O filme é marcado por cenas brutais e tensas que provocam sentimentos paradoxais de alívio e desconforto.



O diretor J.A. Bayona menciona cuidadosamente os nomes de todas as pessoas envolvidas na tragédia, conferindo um aspecto cru e realista à narrativa. A obra se destaca como uma experiência cinematográfica chocante, testando os limites dos sobreviventes e provocando reflexões sobre os horrores, medos e traumas enfrentados, enquanto transmite uma mensagem de solidariedade e empatia. A linearidade da narrativa contribui para uma imersão rica em dinamismo e profundidade.



O elenco, embora não conte com nomes muito conhecidos, oferece atuações interessantes, apesar de alguns momentos arrastados. A presença de atores renomados poderia ter auxiliado na interpretação e no entendimento do roteiro. Destaca-se a atuação de Matías Recalt no papel de Roberto Canessa.


A trilha sonora de Michael Giacchino, conhecido por composições marcantes em diversas mídias, assume um tom meloso, que, embora competente, poderia ter sido mais controlado para enriquecer a experiência cinematográfica.


"A Sociedade da Neve" é um filme que merece ser visto, ao menos uma vez, pela abordagem de eventos históricos e desastres ambientais. Apesar de alguns excessos, panfletos e momentos insanos, não é um filme ruim; é bom e bem produzido. No entanto, o que acaba se destacando mais são os elementos visuais intensos do que pela história, que, no entanto, merece ser lembrada e respeitada.


 

A Sociedade da Neve

La Sociedad de La Nieve


Ano: 2023

Países: Espanha, Uruguai e Chile

Direção: J.A. Bayona

Roteiro: J. A. Bayona, Bernat Vilaplana, Jaime Marques, Nicolás Casariego

Elenco: Enzo Vogrincic, Simón Hempe, Matías Recalt, Rafael Federman, Andy Pruss, Agustín Pardella, Esteban Bigliardi e Carlitos Paez.

Duração: 144 min



 

NOTA DO CRÍTICO: 7,0

 

Trailer:


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