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A Fera do Pântano: uma criatura furiosa, mortal e pesada estraga o passeio de um grupo de turistas

A Fera do Pântano transforma um hipopótamo em ameaça mortal, mas encontra poucas surpresas em uma fórmula de sobrevivência que o cinema conhece bem demais

A Fera do Pântano
Créditos: IMDB / Divulgação

O cinema adora pegar animais e fazer deles temíveis criaturas. Claro, muitos realmente são predadores como leões e crocodilos, entretanto, geralmente esses animais chegam mais ferozes ou porque algum grupo de humanos inventou de invadir o território deles ou até mesmo porque eles sofreram transformações de alguma forma, como alguns tubarões mutantes que surgem como resultado de ambientes bastante poluídos.



 


A indústria cinematográfica também não poupa esforços para aumentar o perigo mesmo diante de pequenos animais. Dessa forma, ratos, vespas e até formigas podem virar mortais. Então, quanto mais raro e menos imitado o animal (infelizmente vilão) do filme, mais o fator surpresa pode acontecer. Num exemplo recente, temos o simpático chimpanzé Ben que, após contrair raiva, troca sua docilidade por uma matança sem fim em O Primata (2025).

 

E se trouxéssemos um hipopótamo? Interessante. Não é tão frequente assim nos catálogos de filmes de Suspense/Terror. Além disso, que mal podem causar? São herbívoros e engraçadinhos (como disse uma personagem no filme antes da tragédia acontecer). Porém, a título de curiosidade, é um dos mamíferos que mais matam humanos no mundo (que o diga também um dos personagens do filme que se diz lisonjeado de ter caçado um da espécie).

 

A Fera do Pântano (Hungry, 2026) com roteiro e direção de James Nunn (Tiro Certo, 2021) pensou exatamente no animal. A sinopse, claro, já é conhecida de muitos. Um grupo de turistas que se vê cercado pela criatura e que precisa encontrar um jeito de sobreviver. O que parecia ser um tranquilo passeio pelos pântanos da Louisiana vira um pesadelo para nossos azarados personagens.

 

Entre sustos, quedas na água, subidas em galhos de árvores que servem de refúgio, o filme se sustenta num entretenimento que traz praticamente nada de novo no roteiro. Muito se repete, sobretudo se você está acostumado a filmes desse gênero.


 


A mochila que pode conter algum item útil, inclusive capaz de manter a criatura afastada por um período de tempo, mesmo que curto. Embora você saiba que essa mochila esteja distante e sempre é preciso um herói para ir buscá-la. Como é praxe acontecer, o grupo é formado pelos personagens já conhecidos do cinéfilo: o rico mimado, a jovem que apenas queria diversão, o idoso experiente, o dono do negócio que acaba entrando numa fria e cuja experiência agora não vale tanto.

 

A Fera do Pântano
Créditos: IMDB / Divulgação

Apesar disso, Nunn opta por colocar personagens mais carismáticos e menos carrancudos/vilões, tentando criar assim uma atmosfera de drama e sentimentalismo, sobretudo quando alguns deles morrem. Tanto que muitos cinéfilos que esperam por mortes cruéis (típicas desses filmes), aqui podem se decepcionar, e tem até personagem que nem é mostrado qual o fim que levou (evito detalhes para não entregar SPOILER aqui).

 

O elenco conta com o veterano ator português Joaquim de Almeida que chegou até a aparecer em filmes da franquia Velozes e Furiosos e também com a atriz Madison Davenport que vem ganhando destaque no cinema e na TV inclusive tendo participado da famosa série Sharp Objects.

 

Um filme sem muitas novidades, apenas indicado para quem gosta de humanos sobrevivendo a animais (mesmo assim, há outras opções melhores). Resta saber se hipopótamos passarão a ser a nova onda agora, assim como tubarões e crocodilos costumam ser.


Mesmo que o filme não funcione, ao menos você vai querer pesquisar mais sobre o animal e até saber sobre um fato interessante da ligação deles com a região da Luisiana em 1910. A Fera do Pântano acaba realçando a ideia de ser um filme que não entrega todo o seu valor e poder, apesar de mesmo assim acabar atiçando nossa curiosidade sobre mais um animal. Já vale de algo, não?

 

Trailer:


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