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Sepultura pode voltar no futuro? Andreas Kisser não descarta novos capítulos

Guitarrista fala sobre a turnê de despedida, a necessidade de pausa e deixa em aberto possíveis retornos

Andreas Kisser, guitarrista do Sepultura
Andreas Kisser, guitarrista do Sepultura - Foto: Stephanie Veronezzi

A turnê de despedida do Sepultura ainda está em andamento, mas o futuro da banda já começa a ser desenhado, e, ao que tudo indica, não com linhas definitivas. Em entrevista ao Metal On Trap, o guitarrista Andreas Kisser deixou claro que o encerramento das atividades ao vivo não significa necessariamente um ponto final absoluto.



“Cara, eu não descarto nada. É irrelevante dizer se [a aposentadoria] vai ser para sempre ou se vamos voltar. O importante é que vamos parar agora. Precisamos desse descanso”, afirmou o músico, em declaração transcrita pelo Whiplash.Net.


A fala não soa como indecisão, mas como consciência de ciclo. Depois de décadas na estrada, a pausa aparece menos como ruptura e mais como necessidade. Um respiro depois de uma trajetória intensa, que ajudou a moldar o metal brasileiro no cenário global.


Kisser também reforçou que transformar a despedida em algo definitivo pode ser, no mínimo, precipitado. “O Sepultura não vai morrer”, disse, citando o Motörhead como exemplo de legado que continua vivo independentemente da atividade da banda. A ideia aqui não é continuidade obrigatória, mas permanência. A música segue, mesmo quando o palco silencia.


Em tom mais leve, o guitarrista ainda comentou sobre o histórico do rock com despedidas que, na prática, nunca foram tão finais assim. Bandas e artistas como Scorpions, Ozzy Osbourne, Kiss, Mötley Crüe e Slayer já anunciaram encerramentos que acabaram abrindo espaço para novos retornos.


“Não acho que temos poder para fazer oito turnês de despedida, mas quem sabe?”, brincou.



No fim, o que fica é um sentimento que vai além da lógica de “fim ou continuidade”. O Sepultura está encerrando um ciclo específico, o da estrada constante, das turnês extensas, da rotina que consome. Mas a história da banda, construída ao longo de décadas, não parece pronta para ser arquivada.


Algumas bandas não acabam, elas apenas mudam de forma e seguem ecoando.




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