Rush volta aos palcos após 11 anos e emociona fãs com homenagem a Neil Peart
- Marcello Almeida

- há 21 horas
- 3 min de leitura
Primeiro show da nova turnê marcou o retorno da banda às estradas e celebrou mais de cinco décadas de história

Poucas bandas carregam uma relação tão profunda com seus fãs quanto o Rush. Por isso, o dia 7 de junho de 2026 entrou imediatamente para a história do grupo. Após 11 anos longe das turnês, os gigantes do rock progressivo voltaram oficialmente aos palcos com uma apresentação no Kia Forum, em Inglewood, Califórnia.
O retorno era aguardado há anos e a procura por ingressos foi tão intensa que a excursão precisou ser ampliada diversas vezes. O que começou como uma série limitada de apresentações se transformou em uma extensa agenda com mais de 50 datas previstas até dezembro de 2026.
E a jornada está longe de terminar. A banda já confirmou que seguirá na estrada em 2027, com apresentações programadas na América do Sul e na Europa, incluindo uma passagem pelo Brasil.
A expectativa em torno da estreia era enorme, principalmente pela curiosidade sobre o repertório. Em entrevista recente, o baixista e vocalista Geddy Lee revelou que o grupo chegou a trabalhar com uma lista inicial de 45 músicas antes de definir a seleção final.
“Nossa lista inicial tinha 45 músicas. Depois você começa a analisá-las e tenta fazer justiça a todas.”
No primeiro show, a banda executou 24 canções divididas em dois blocos principais e um bis. O repertório percorreu diferentes fases da carreira, incluindo clássicos como Limelight, Subdivisions, The Spirit of Radio, YYZ e Tom Sawyer.
Outro momento marcante aconteceu quando a banda revisitou trechos da épica suíte 2112, uma das obras mais emblemáticas de seu catálogo. Mas a noite não foi apenas uma celebração musical.
O momento mais emocionante veio quando Geddy Lee se dirigiu ao público para falar sobre o motivo daquele reencontro.
“Estamos aqui por muitos motivos. Estamos aqui para celebrar mais de 50 anos de música que Alex, eu e o grande Neil Peart criamos juntos. Estamos aqui para prestar tributo a Neil.”
A homenagem ao saudoso Neil Peart seguiu com a exibição de uma montagem em vídeo narrada pelo próprio músico, falecido em 2020. Nas imagens, Peart refletia sobre sua trajetória e sobre a importância da bateria em sua vida.
“Tocar bateria se tornou um instrumento de autoestima para mim.”
O retorno do Rush também marca uma nova fase para a banda. Antes de anunciar a volta às estradas, os músicos receberam o apoio da família de Peart para seguir adiante com a baterista Anika Nilles, escolhida para assumir o posto nesta nova etapa.
Mais do que um simples reencontro, o show em Inglewood serviu como uma celebração da própria história do Rush. Uma banda que atravessou gerações, sobreviveu a mudanças na indústria musical e, mesmo após uma década longe das turnês, mostrou que ainda possui uma conexão rara com seu público.
E para os fãs brasileiros, a melhor notícia é que essa história ainda está longe de terminar.
Veja o setlist e os melhores momentos do show: 🎶
Set 1
‘Xanadu’
‘Limelight’
‘Far Cry’
‘Subdivisions’
‘Freewill’
‘Bravado’
‘Caravan’
‘La Villa Strangiato’
‘Vital Signs’
‘The Spirit of Radio’
Set 2
‘2112 Part I: Overture’
‘2112 Part II: The Temples of Syrinx’
‘2112 Part VII: Grand Finale’
‘Distant Early Warning’
‘Red Barchetta’
‘Dreamline’
‘Natural Science’
‘Time Stand Still’
‘Red Sector A’
‘YYZ’
‘The Garden’
‘Tom Sawyer’
Bis
‘By-Tor & The Snow Dog’
‘Working Man’
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