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Roger Waters condena ataque dos EUA à Venezuela e manda Donald Trump “crescer” em vídeo contundente

A reação veio rápido, e do jeito que ninguém estranha quando se trata dele

Roger Waters
Imagem: Reprodução

Depois da ofensiva dos Estados Unidos contra a Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro no último sábado (3), uma das vozes mais duras a se levantar contra a ação foi a de Roger Waters. O ex-integrante do Pink Floyd, conhecido por transformar indignação política em discurso público há décadas, gravou um vídeo condenando abertamente o que chamou de “ato selvagem de agressão” do governo norte-americano.



No registro, publicado poucas horas após a operação, Waters não economiza palavras ao criticar o presidente Donald Trump, chegando a pedir que ele “cresça” diante da postura adotada pelos EUA. O músico enquadra a ação como mais um capítulo do imperialismo norte-americano e reforça apoio direto à soberania venezuelana.


“Estamos todos estarrecidos por esse ato selvagem de agressão do império dos Estados Unidos da América. Aos nossos irmãos, irmãs e camaradas da Venezuela, nós estamos com vocês. Pelo amor de Deus, cresça! Pare de se comportar como uma criança estúpida no parquinho da escola. Esse é o nosso mundo, não seu.”


Waters ainda afirma que, embora não seja um homem religioso, estaria “rezando” por Maduro — e deixa claro que pretende agir politicamente para apoiar o país sul-americano:


“Sou um homem de ações e vou fazer tudo o que estiver ao meu alcance para apoiar a Venezuela, que é uma nação soberana e deve ser deixada em paz por esses gringos valentões do Norte.”



A postura não surpreendeu ninguém que acompanha a trajetória pública de Roger Waters. Ao longo dos anos, o músico se consolidou como uma das figuras mais vocalmente políticas do rock, usando sua visibilidade para criticar governos, guerras, autoritarismo e intervenções militares.


Como era esperado, a declaração dividiu opiniões nas redes. Parte dos fãs celebrou a coerência do artista com o discurso que sempre marcou sua obra:


“Sempre fui fã e morrerei sendo fã. Roger é a mente pensante do Pink Floyd. O tempo inocentou esse mestre.”



Outros, porém, reagiram com desconforto, acusando Waters de contradição:


“Sinto vergonha de ter assistido a The Wall ao vivo. As músicas criticam ditaduras e censura, exatamente o que o governo Maduro promovia.”


Entre aplausos e críticas, uma coisa permanece constante: quando o mundo entra em ebulição política, Roger Waters dificilmente fica em silêncio.

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