Tom Morello critica ataque dos EUA à Venezuela e chama país de “Estado do Terror”
- Marcello Almeida

- há 6 dias
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Declaração do músico ocorre após ofensiva militar dos EUA contra a Venezuela

O guitarrista Tom Morello se manifestou publicamente contra o ataque dos Estados Unidos à Venezuela, ocorrido na madrugada de sexta para sábado, 3 de janeiro de 2026. A ofensiva foi ordenada pelo presidente Donald Trump e resultou na prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, por agentes norte-americanos.
A reação de Morello aconteceu na rede social X, onde o músico compartilhou uma publicação do analista político Christopher Webb. No comentário repostado, Webb questiona a legalidade e a forma como a ação foi conduzida:
“Agora estamos apenas anunciando ataques a outros países e o sequestro de seus líderes nas redes sociais? Sem aprovação do Congresso. Sem explicações.”
Após o compartilhamento, Morello foi direto ao comentar:
“Os Estados Unidos são um Estado do Terror”.
Segundo o governo norte-americano, Maduro foi detido durante a operação militar e estaria sendo levado para Nova York. Imagens que circulam nas redes sociais mostram o presidente venezuelano algemado e com os olhos vendados. De acordo com o site Infomoney, ele deverá ser julgado nos Estados Unidos por acusações de narcoterrorismo e conspiração.
Após a ação, Trump discursou afirmando que seu governo irá “administrar a Venezuela” até a realização de novas eleições. O presidente também declarou que grandes empresas petrolíferas dos Estados Unidos passarão a atuar no país, alegando que a Venezuela teria se apropriado de estruturas e recursos ligados ao setor de petróleo. Segundo ele, os EUA irão “se envolver fortemente” na exploração petrolífera venezuelana.
A declaração de Morello se soma a uma onda de críticas internacionais à ofensiva. Líderes de diferentes espectros políticos condenaram o ataque, classificando a ação como uma violação da soberania venezuelana e um precedente perigoso para as relações internacionais.
Mesmo figuras tradicionalmente associadas à extrema-direita também se posicionaram de forma crítica diante da ação militar. A francesa Marine Le Pen, por exemplo, questionou abertamente o recurso ao uso da força.















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