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Fãs apontam semelhanças entre o final de Stranger Things e o clipe de “In The End”, do Linkin Park

Entre o Abismo e o Nu Metal

Fãs apontam semelhanças entre o final de Stranger Things e o clipe de “In The End”, do Linkin Park
Imagem: Reprodução/YouTube

Quando a cultura pop começa a conversar consigo mesma, até o fim do mundo parece familiar.


O aguardado episódio final de Stranger Things, disponibilizado pela Netflix em 31 de dezembro, não chamou atenção apenas pelo desfecho da história de Eleven e seus amigos. Nas redes sociais, fãs atentos começaram a notar uma coincidência visual curiosa — e imediatamente nostálgica.



Durante as cenas ambientadas no Abismo, dimensão ocupada por Vecna (Jamie Campbell Bower), muitos espectadores identificaram uma forte semelhança estética com o clipe de “In The End”, clássico do Linkin Park lançado em 2000. A comparação ganhou força principalmente nos momentos de confronto final, quando o cenário assume um visual árido, quase pós-apocalíptico.


Nos dois universos, o que salta aos olhos é a combinação de deserto estéril, rochas flutuantes e estruturas em ruínas, criando uma atmosfera de fim de mundo suspenso no tempo. A partir daí, foi questão de minutos até que mashups começassem a circular, alternando cenas da batalha em Stranger Things com takes icônicos do clipe dirigido por Nathan “Karma” Cox.


Uma página de fãs do Linkin Park publicou uma dessas montagens com a legenda direta e certeira:


“Eu sabia que este lugar me parecia familiar.”



Nos comentários, a sensação foi coletiva. Muitos usuários disseram que tiveram a mesma impressão, enquanto outros trataram a coincidência com humor típico de internet. Um comentário que viralizou brincava:





“O Linkin Park andou para que Vecna pudesse correr.”


Houve até quem fosse além, sugerindo que a banda “previu Stranger Things” mais de duas décadas antes, exagero? Talvez. Mas o impacto da associação foi real.


Lançada no álbum Hybrid Theory (2000), “In The End” é um dos maiores símbolos da virada do milênio no rock alternativo, ao lado de faixas como “Crawling”, “Papercut” e “One Step Closer”. E a redescoberta provocada pelo final da série teve efeitos concretos: a música subiu 46 posições nos charts globais do Spotify, alcançando o 105º lugar, enquanto o clipe registrou cerca de 400 mil visualizações extras em apenas um dia.


Mais do que coincidência visual, o episódio mostra como certas imagens, sons e atmosferas permanecem gravadas no imaginário coletivo. Stranger Things encerra sua trajetória dialogando com décadas de cultura pop, e, no processo, ajuda a provar que o legado do Linkin Park segue vivo, atravessando gerações, timelines e até dimensões paralelas.

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