Wet Leg: Rhian Teasdale achou que a fama inicial da banda fosse apenas “um acidente”
- Marcello Almeida

- há 4 dias
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Quando o sucesso insiste em ficar

Nem todo fenômeno nasce com cara de permanência, às vezes, ele só se prova com o tempo.
Rhian Teasdale revelou que, por muito tempo, encarou o sucesso do Wet Leg como algo passageiro. Em entrevista à revista People, a cantora e guitarrista comentou que o impacto imediato do álbum de estreia homônimo, lançado em 2022, parecia mais um golpe de sorte do que o início de uma trajetória sólida.
As declarações surgem justamente no momento em que o segundo disco da banda, Moisturizer, aparece indicado a três categorias do Grammy, desmontando de vez qualquer ideia de “acidente fortuito”.
Segundo Teasdale, a expectativa antes do anúncio das indicações era praticamente nula. Pouco antes de receberem a ligação oficial, ela conta que já havia aceitado que não seria “a vez” do grupo naquele ano:
“Literalmente dois segundos antes de recebermos a ligação, eu estava dizendo para a Ellis [Durand, baixista]: ‘Seria muito legal sermos indicadas, porque é divertido participar. Mas, desta vez, não é a nossa vez. É a vez de outra pessoa’.”
O telefonema mudou tudo, e veio acompanhado de surpresa genuína.
Mesmo após turnês extensas, grandes shows como atração principal e presenças constantes em festivais gigantes, Teasdale admite que ainda se espanta ao ver o nome da banda ao lado de artistas consagrados que ajudaram a moldar sua formação musical:
“Estávamos preparadas para pensar algo como: ‘O primeiro álbum foi só uma loucura, um incidente bizarro’. Não esperávamos isso do segundo disco. Então é muito legal.”
Sobre Moisturizer, a cantora descreve o processo como algo orgânico, quase inevitável. Assim como o disco de estreia, o álbum foi escrito em uma casa alugada no campo, longe de pressões externas e expectativas industriais — um método que parece ter se tornado parte da identidade do grupo.
Ela também reforçou a importância da dinâmica coletiva do Wet Leg, destacando como a banda funciona como um espaço de segurança criativa. Entre risos, contou que todas usam anéis de amizade com a inscrição “Wet Leg Forever” — menos brincadeira do que parece.
“Se fosse só eu, provavelmente pensaria: ‘Será que isso é uma ideia estúpida? É, deve ser’. Em uma banda, a gente se empurra pra frente.”
Entre a dúvida inicial e o reconhecimento atual, o Wet Leg segue provando que o que parecia acaso ganhou forma, continuidade e, principalmente, confiança. Às vezes, o sucesso não precisa ser entendido — apenas sustentado.















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