Pink Floyd no topo de novo: Pompeia, 1972, agora é número 1 em 2025
- Marcello Almeida
- há 16 horas
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‘Pink Floyd at Pompeii – MCMLXXII’ estreia direto no topo das paradas britânicas e eterniza um registro que nunca deixou de respirar

É mais que um relançamento. É uma escavação sônica de tudo que ainda pulsa dentro de nós. O Pink Floyd não lançou um disco novo. Não reuniu a formação clássica. Não se reinventou. E, ainda assim, voltou ao topo.
Pink Floyd at Pompeii – MCMLXXII, a edição restaurada do show mítico gravado em 1971 nas ruínas do Anfiteatro Romano de Pompeia, estreou esta semana como o álbum mais vendido no Reino Unido — e não apenas isso: lidera também a parada de vinis, provando que o analógico ainda bate mais forte que qualquer algoritmo.
Sete décadas de música. Sete álbuns no topo. Uma banda que nunca pediu licença, mas moldou o imaginário de gerações inteiras — e continua fazendo isso em pleno 2025.
O filme-concerto, dirigido por Adrian Maben, já era uma peça cultuada por qualquer fã de rock progressivo. Agora, restaurado em imagem (extraída do negativo original em 35mm) e com o áudio remixado por ninguém menos que Steven Wilson, o projeto renasce. Não como uma homenagem nostálgica, mas como um manifesto vivo daquilo que o Pink Floyd sempre foi: ambição artística, liberdade sonora e entrega total.
Essa nova ascensão ao topo coloca o grupo lado a lado com nomes como George Michael e Muse no ranking dos artistas com mais álbuns #1 na história britânica. E não é pouca coisa.

Do passado escavado ao presente digital, a música do Floyd continua abrindo portais. E Pompeii não é só um lugar — é um estado de espírito. Uma cápsula onde o tempo para, o som cresce, e a gente lembra que arte de verdade nunca morre. Ela só espera a hora certa de reaparecer.
