Melody’s Echo Chamber faz de Unclouded um lugar para também exercer a música introspectiva e melancólica
- Eduardo Salvalaio

- há 3 dias
- 2 min de leitura
Neste novo trabalho, também é bem marcante a preferência por paisagens acústicas/orquestradas

Melody’s Echo Chamber é o projeto musical da cantora francesa Melody Prochet. Seu primeiro disco chegou em 2012 e teve a produção de Kevin Parker (líder do Tame Impala). Ganhando reconhecimento logo no début, a carreira da cantora decolou, apesar de acontecer entre altos e baixos. Chegou a sofrer um grave acidente em que quase perdeu a voz. Nesta época, Melody até pensou em desistir de cantar, mas seguiu em frente.
A cantora conta agora com novos músicos de apoio que não estiveram presentes nos trabalhos anteriores como Bon Voyage (2018) e Emotional Eternal (2022). Para Unclouded (2025), o quarto e novo disco, Melody chamou músicos renomados como o baterista Malcolm Catto (que já tocou com o Madlib) e alguns integrantes da banda sueca Dina Ögon (entre os quais o guitarrista Daniel Ögren e o baixista Love Örsan).
Neste novo trabalho, também é bem marcante a preferência por paisagens acústicas/orquestradas. Então, embora a sonoridade dos primeiros discos esteja presente, a cantora também trafega por novos cenários, algumas vezes bem introspectivos e melancólicos.
Com batida suave, violinos e numa sonoridade oscilando entre Dream Pop e Neo-psicodelia, ‘In The Stars’ e ‘Broken Roses’ estão entre os grandes destaques do álbum. ‘Burning Man’ exibe uma sonoridade abafada e com aspecto retrô. ‘Eyes Closed’ tem uma batida vibrante que se junto a efeitos e distorções, tudo numa pegada bem Rock.
‘Memory’s Underground’ ganha intensidade com cordas e reverbs. ‘Unclouded’, apenas instrumental, tem andamento lento e remete a canções do Air dos primeiros discos da dupla. O Indie Pop cativante de ‘Into Shadows’ gruda na primeira audição (com sua bela guitarra dedilhada).
















Comentários