top of page

Megadeth lança álbum final e revisita “Ride The Lightning” como gesto de origem e despedida

Às vezes, encerrar um ciclo significa voltar exatamente ao ponto onde tudo começou

Megadeth
Imagem: Divulgação

O Megadeth decidiu se despedir sem atalhos e sem rodeios. O álbum final da banda, batizado simplesmente de Megadeth, chegou aos serviços de streaming nesta sexta-feira, 23 de janeiro, e traz como ponto de partida uma escolha carregada de simbolismo: uma releitura intensa de “Ride The Lightning”, clássico do Metallica.



A decisão está longe de ser apenas nostálgica. Dave Mustaine é coautor da música, lançada originalmente em 1984, quando ainda integrava o Metallica. Ao revisitá-la agora, no último capítulo da banda que fundou, Mustaine transforma a faixa em algo maior do que um cover: é quase um manifesto final, um reconhecimento direto da própria gênese do thrash metal.


Em entrevista recente ao canal espanhol MariskalRockTV, Mustaine explicou que “Ride The Lightning” carrega elementos muito claros de sua identidade como guitarrista. Ele destacou o uso do chamado spider chord e do “grunhido”, técnica em que a nota é alcançada por um slide meio tom abaixo, criando uma sensação ainda mais agressiva e visceral nos riffs.


Mais do que técnica, a escolha da faixa funciona como um acerto artístico com o passado. Não há ressentimento, nem tentativa de reescrever a história. Há consciência. Mustaine olha para trás sabendo exatamente onde deixou suas marcas e como elas continuam ecoando décadas depois.



Lançado pelo selo Tradecraft, em parceria com o BLKIIBLK, o álbum Megadeth fecha a discografia da banda com coerência e personalidade. Em vez de buscar grandiosidade artificial, o grupo opta por algo mais honesto: reconhecer suas raízes, reafirmar sua identidade e encerrar a trajetória com a mesma força criativa que ajudou a definir um gênero inteiro.



É uma despedida que não tenta apagar o passado nem romantizá-lo. Apenas o encara de frente, como sempre foi no metal.



bottom of page