Zak Starkey diz que nunca viu Noel e Liam Gallagher brigarem no Oasis
- Marcello Almeida
- há 22 horas
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Às vezes, o mito é mais barulhento que a realidade

A fama de banda conflituosa sempre acompanhou o Oasis, mas nem sempre ela corresponde ao que acontecia longe das manchetes. Quem garante isso é Zak Starkey, baterista que integrou o grupo entre 2004 e 2008 e conviveu de perto com os irmãos Noel Gallagher e Liam Gallagher.
Em entrevista ao New York Post (via NME), Starkey contou que, ao contrário do imaginário popular, nunca presenciou qualquer discussão entre os dois durante todo o período em que esteve na banda. Pelo contrário, o clima, segundo ele, era de leveza constante:
“Toquei com eles por cinco anos e tudo o que fazíamos era rir. Eles nunca discutiram uma vez sequer. Nem uma vez.”
O baterista, conhecido também por sua longa passagem pelo The Who e por ser filho de Ringo Starr, reforçou que a convivência diária com o Oasis foi mais tranquila do que muitos imaginam:
“Fizemos 140 shows em turnê. Gravamos dois ótimos discos. Ensaiamos. Passamos muito tempo juntos. Nunca houve uma única discussão. Nunca houve uma palavra áspera em cinco anos.”
O relato chama atenção justamente por contrastar com episódios que ajudaram a construir a imagem turbulenta da banda. Em 2005, por exemplo, durante o Heineken Jammin’ Festival, na Itália, Liam abandonou o palco no meio de “Champagne Supernova”, um momento que entrou para o folclore do Oasis. Já no documentário Lord Don’t Slow Me Down, que acompanha a turnê mundial de 2007, Noel e Liam aparecem discutindo nos bastidores, reforçando a ideia de uma relação sempre à beira do colapso.
Esses atritos acabariam se tornando definitivos em 2009, quando uma briga nos bastidores em Paris levou à saída de Noel e, consequentemente, ao fim do Oasis naquele momento, encerrando um dos capítulos mais importantes do britpop.
Zak Starkey, que deixou a banda antes da ruptura final, revelou em outras entrevistas que ficou desapontado por não ter sido chamado para a turnê de reunião em 2025, quando Jay Weinberg assumiu a bateria. Ainda assim, ele sempre falou do período com carinho, destacando o quanto tocar com o Oasis foi especial.
Para Starkey, integrar a “banda favorita da sua geração” foi uma experiência única, diferente de qualquer outro trabalho em sua carreira.
O retorno do grupo aconteceu no ano passado com a turnê Oasis Live ’25, celebrada como histórica. A excursão começou no Principality Stadium, em Cardiff, passou por Europa, América do Norte, Oceania e América do Sul, e se encerrou em São Paulo, nos dias 22 e 23 de novembro, no Estádio do MorumBIS.

Foi a primeira vez que o Oasis voltou ao Brasil desde 2009, em shows marcados por ingressos esgotados e uma catarse coletiva ao som de clássicos como “Wonderwall”, “Don’t Look Back in Anger” e “Champagne Supernova”.
Após 41 apresentações ao redor do mundo, a banda anunciou uma nova pausa para reflexão. O futuro permanece indefinido, mas a “Live ’25” já entrou para a história como a prova de que, entre mito e realidade, o Oasis sempre foi mais complexo, e humano, do que a lenda costuma contar.











