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Frederick Wiseman morre aos 96 anos, referência absoluta do documentário

Cineasta construiu uma das obras documentais mais influentes da história do cinema

Frederick Wiseman
Imagem: © wowe (Wolfgang Wesener) / Zipporah Films

O documentarista Frederick Wiseman morreu nesta segunda-feira, 16, aos 96 anos. A informação foi confirmada pela Zipporah Films, produtora criada pelo próprio Wiseman, responsável por divulgar um comunicado oficial sobre a morte.



“Por quase seis décadas, Frederick Wiseman criou uma obra incomparável, um abrangente registro cinematográfico das instituições sociais contemporâneas e da experiência humana cotidiana, principalmente nos Estados Unidos e na França”, afirmou a produtora em publicação oficial.


Antes de se dedicar integralmente ao cinema, Wiseman foi professor de direito. Seu trabalho como documentarista ficou marcado por lançar luz sobre o funcionamento de instituições públicas e privadas, levantando questões éticas e reflexões sociais. Seu primeiro filme, Titicut Follies (1967), expôs abusos cometidos em um hospital psiquiátrico para criminosos em Massachusetts. A obra gerou processos judiciais e acabou retirada de circulação por cerca de duas décadas.


O estilo de Wiseman se consolidou pela observação direta e pela recusa a narrações ou entrevistas explicativas, revelando a desumanidade presente em instituições supostamente criadas para cuidar e proteger pessoas, como hospitais, escolas e conjuntos habitacionais.



Com uma filmografia que atravessa mais de 50 anos, o cineasta assinou títulos centrais do documentário moderno, entre eles High School (1968), Ex Libris: The New York Public Library (2017) e Menus-Plaisirs – Les Troisgros (2023).




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