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Filhos de Gene Simmons e Paul Stanley fazem tudo… menos soar como o KISS

Projeto de Evan Stanley e Nick Simmons aposta em folk psicodélico e se afasta do peso que marcou seus pais

 Stanley Simmons
Crédito: Stanley Simmons

Existe sempre uma expectativa silenciosa quando filhos de ícones decidem fazer música. Quase como se o destino já estivesse escrito. Como se o som viesse pronto, herdado, inevitável.



Mas nem sempre funciona assim. Stanley Simmons, projeto formado por Evan Stanley e Nick Simmons, filhos de Paul Stanley e Gene Simmons, nasce justamente desse desvio. Em vez de repetir o peso e a teatralidade do KISS, a dupla escolhe outro lugar. Mais introspectivo, mais atmosférico, mais livre.


O primeiro capítulo dessa história já tem nome: Dancing While the World Is Ending. Antes mesmo do disco, eles começaram a dar pistas do que estavam construindo. “Body Down” veio como apresentação, ainda no fim do ano passado. Depois, a faixa-título reforçou a proposta. Agora, o próximo passo chega com “Temporary Love”, que antecede o lançamento oficial, marcado para agosto.


Mas o que chama atenção não é só a agenda. É o som. Porque, ao contrário do que muita gente poderia esperar, não há riffs explosivos nem refrões de arena. O caminho aqui passa por um folk-rock com toques psicodélicos, mais voltado para clima do que para impacto imediato. Um tipo de música que não tenta dominar, tenta envolver.


E isso diz muito. Diz que eles não estão interessados em carregar o peso do sobrenome. Estão interessados em construir algo próprio. Claro que o olhar dos pais está ali, de alguma forma. E, curiosamente, ele vem carregado daquele humor meio ácido que quem conhece sabe reconhecer.



Gene Simmons, por exemplo, reagiu do jeito dele:


"Meu pai é mestre em elogiar criticando… ele disse algo tipo: ‘Isso está muito melhor do que a última coisa que você me mostrou’. Aí eu respondi: ‘Mas você falou bem daquela’, e ele soltou: ‘Nada comparado a isso’."


É quase uma provocação disfarçada, mas, no fundo, é aprovação. Já Paul Stanley foi mais direto, talvez até surpreso com o que ouviu:


"É incrível que, de forma totalmente natural, o Evan, meu filho, e o Nick, filho do Gene, tenham começado a fazer música juntos há cerca de um ano."


E ele vai além, reconhecendo algo essencial:


"Eles se conhecem desde sempre, mas essa conexão que eles criaram com a música e com esse álbum é muito forte. Eu ouvi e pensei: ‘Nossa, isso é realmente muito bom’. Não tem nada a ver com o KISS, mas é inteligente, as composições são ótimas."


E talvez essa última frase seja a chave. Não tem nada a ver com o KISS. E isso não é um problema. É exatamente o ponto. Porque, no fim, o mais difícil para quem nasce dentro de um legado tão grande não é alcançar o mesmo nível. É conseguir existir fora dele.



E é isso que Stanley Simmons parece estar tentando fazer. Não competir com o passado. Mas abrir espaço para algo novo. Porque herdar um nome é inevitável, mas encontrar a própria voz é sempre uma escolha.






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