Emerald Press do Gem Club opta em abraçar a quietude para criar um caos emocional no ouvinte
- Eduardo Tadeu Ferrari Salvalaio
- há 23 horas
- 2 min de leitura
Em Emerald Press, Barnes com seu Gem Club faz da paz, melancolia e quietude um recurso eficiente para causar um caos emocional no ouvinte

Gem Club é um projeto musical de Massachusetts formado em 2009. O líder do projeto é o pianista e cantor Christopher Barnes. Breakers, o primeiro disco, chegou em 2011. In Roses viria em seguida, três anos depois. Os dois trabalhos conquistaram muitos ouvintes numa mistura de gêneros como Sadcore, Chamber Pop, Dream Pop e claro, tudo muito bem construído com ampla inserção de arranjos orquestrados.
Infelizmente, o Gem Club desapareceu. Para muitas pessoas, o projeto havia acabado. Para nossa grata surpresa, Barnes retorna 12 anos depois com o terceiro disco, Emerald Press. Sem perder seu tato para a música, o novo trabalho entrega dez faixas que exalam qualidade e o cuidado do músico para criar melodias cativantes.
As letras de Emerald Press giram em torno de temas como amor, perda e luto. Mas longe de ser um disco amargo, e, mesmo que a melancolia e o minimalismo estejam presentes, o ouvinte encontrará conforto no repertório que tem a seu dispor.
O álbum abre e fecha com duas faixas apenas instrumentais que parecem tiradas de uma trilha sonora de um filme inesquecível, caso de ‘Theme One’ e ‘Isaac’s Song’. O instrumental preenchido com cellos, pianos, violinos e reverbs confere uma carga emocional ao lirismo de Barnes, exemplo de ‘Aperture’ e ‘Garlands’.
Mesmo quando os arranjos passam uma atmosfera sombria, como acontece na faixa ‘Small Ruin’, a sonoridade do Gem Club nos garante conforto. A tranquilidade transmitida por ‘Sea So White’ é quebrada nos instantes finais com efeitos, distorções e sons de ondas que chegam inesperadamente.
Em Emerald Press, Barnes com seu Gem Club faz da paz, melancolia e quietude um recurso eficiente para causar um caos emocional no ouvinte. Quando a música precisa ser absorvida em todos os sentidos e é muito mais do que letra e melodia, é também compartilhar sentimentos tão comuns tanto na vida de um músico como na de um ouvinte.

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