Dolly Parton, lenda da música country, morre aos 80 anos
- Marcello Almeida

- há 20 horas
- 2 min de leitura
Cantora, compositora e atriz construiu uma carreira de seis décadas e deixou clássicos como “Jolene” e “I Will Always Love You”

Dolly Parton morreu nesta terça-feira (25), aos 80 anos. A informação foi divulgada por seu sobrinho, Bryan Seaver, que trabalhou como chefe de segurança da cantora por mais de duas décadas. A causa da morte ainda não foi informada. A artista havia sido hospitalizada quatro dias antes, mas detalhes sobre seu estado de saúde não foram divulgados.
Ao comunicar a morte, Seaver destacou a dimensão alcançada pela trajetória da tia e as portas que ela abriu para diferentes gerações de artistas.
“Dolly também abriu portas para gerações de cantores, compositores, músicos e sonhadores de todos os lugares da vida e todos os continentes. Através do exemplo dela, acreditamos que tudo era possível”, afirmou.
Ele também lembrou da presença constante da cantora na vida do público ao longo das décadas.
“Ela sempre esteve na sua televisão, no seu toca-discos, no seu CD, na playlist do seu celular, se tornando uma parte da sua família, quer você quisesse ou não.”
Das origens humildes ao estrelato
Dolly Rebecca Parton nasceu em 19 de janeiro de 1946, no Tennessee. Quarta de 12 irmãos, cresceu em uma família de origem humilde e teve contato com a música ainda durante a infância.
Aprendeu a tocar violão cedo e começou a escrever suas próprias canções antes de construir uma carreira profissional.
Um dos momentos decisivos aconteceu em 1967, quando Porter Wagoner a convidou para participar de seu programa semanal de televisão. A parceria ampliou a projeção de Dolly pelo país e ajudou a apresentá-la ao grande público.
Naquele mesmo ano, ela lançou Hello, I’m Dolly, seu primeiro álbum de estúdio.
Uma compositora que atravessou o country
Nas décadas seguintes, Dolly Parton se tornou uma das principais figuras da música country americana, mas sua influência rapidamente ultrapassou as fronteiras do gênero.
Ao longo de seis décadas de carreira, gravou mais de 50 álbuns de estúdio e construiu um repertório marcado por músicas que permaneceram vivas entre diferentes gerações.
Entre elas estão “Jolene” e “I Will Always Love You”, esta última posteriormente transformada em um fenômeno mundial na interpretação de Whitney Houston. Dolly também encontrou espaço no cinema. Em 1980, estreou nas telas em 9 to 5 e continuou atuando em diferentes produções ao longo dos anos, ampliando uma carreira que já não cabia apenas nos limites da música.
Sua presença também chegou aos negócios e ao entretenimento com o Dollywood, parque temático que se tornou uma das iniciativas mais conhecidas associadas ao seu nome.
Ao longo da trajetória, Dolly recebeu 11 prêmios Grammy e acumulou uma extensa lista de reconhecimentos pela música, pelo cinema, pela televisão e por seu trabalho humanitário.
Em março de 2025, ela perdeu o marido, Carl Dean, com quem permaneceu casada por quase seis décadas.
Dolly Parton deixa uma história construída muito além dos números. Das primeiras canções escritas ainda menina no Tennessee aos palcos que a transformaram em uma das figuras mais reconhecidas da música americana, sua voz atravessou épocas sem perder a ligação com o lugar de onde veio.
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