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Bad Bunny faz história no Super Bowl com show em espanhol, convidados de peso e recado político

Quando o maior palco dos Estados Unidos fala espanhol, algo muda no ar

Bad Bunny e Lady Gaga no Super Bowl 2026
Créditos da imagem: Patrick T. Fallon / AFP

O intervalo do Super Bowl nunca foi apenas entretenimento, mas neste ano ganhou um significado extra. Bad Bunny transformou o gramado do Levi’s Stadium em uma celebração explícita da música latina, da identidade cultural e da presença hispânica nos EUA — tudo isso diante da maior audiência televisiva do país.



O artista entrou para a história como o primeiro latino masculino e o primeiro headliner a cantar majoritariamente em espanhol no show do intervalo. Não foi um gesto simbólico isolado: o espetáculo inteiro foi pensado como um manifesto visual e sonoro. Salões de salsa, ruas urbanas estilizadas, postes inclinados, dezenas de dançarinos e uma coreografia que misturava festa, tensão e afirmação cultural.


Entre os rostos que surgiram no palco e ao redor dele estavam Pedro Pascal, Cardi B, Jessica Alba e Karol G, diluindo qualquer fronteira entre plateia, dança e narrativa. Em um dos momentos mais comentados, Bad Bunny entregou simbolicamente um de seus três Grammys recentes a uma criança — um gesto simples, mas carregado de mensagem.


As participações especiais elevaram ainda mais o impacto. Lady Gaga surgiu de surpresa para uma versão latina de “Die With A Smile”, acompanhada pela banda Los Pleneros de la Cresta, enquanto Ricky Martin entrou em cena para dividir “El apagón” com trechos de “LO QUE LE PASÓ A HAWAii”. Tudo cantado em espanhol, com letras projetadas nos telões gigantes do estádio.


Perto do final, Bad Bunny resumiu o espírito da apresentação em poucas palavras. Primeiro, disse “Deus abençoe a América”. Em seguida, citou países da América Latina um a um, conectando povos, histórias e sons que raramente ocupam esse espaço de forma tão frontal. Ao deixar o campo, levantou uma bola de futebol americano com a frase “Juntos somos a América”, enquanto o telão cravava: “A única coisa mais poderosa que o ódio é o amor”.


Nada disso aconteceu em um vácuo. Desde o anúncio do show, a escolha de Bad Bunny foi alvo de ataques do movimento MAGA. Donald Trump chegou a chamar a decisão de “loucura”, alegando desconhecer o artista. Um assessor da Casa Branca confirmou ainda a presença de agentes do ICE no evento — um detalhe carregado de simbolismo, já que o cantor havia declarado anteriormente que evitou turnês pelos EUA por medo de operações migratórias em seus shows.



No fim das contas, o intervalo do Super Bowl deixou de ser apenas um espetáculo musical. Foi um gesto político, cultural e histórico. Bad Bunny não pediu permissão, não traduziu sua identidade e não suavizou sua mensagem. Ele ocupou o centro do palco e mostrou, sem rodeios, que a América também se canta em espanhol.


Veja momentos abaixo:






Bad Bunny tocou:


‘Tití me preguntó’ 

‘Yo perreo sola’

‘Safaera’

‘Party’

‘Voy a Llevarte Pa PR’

‘EeO’ 

‘Monaco / Die With A Smile’ (with Lady Gaga) 

‘BAILE INoLVIDABLE’ 

‘NUEVAYoL’ 

‘LO QUE LE PASÓ A HAWAii / El apagón’ (with Ricky Martin) 

‘CAFe CON RON’

‘DtMF’ 

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