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A Astronauta apresenta intrigante atmosfera Sci-fi embora não mantenha um ritmo coeso todo tempo

Atualizado: 19 de abr.

A atriz mirim Scarlett Holmes rouba a cena e garante os mais belos momentos do filme

A Astronauta
Créditos: Divulgação

O Cinema sempre trouxe questionamentos sobre a vida fora do nosso planeta. Muitas vezes a ficção explora a temática dos extraterrestres, porém, nem sempre eles são colocados como mocinhos. Vários diretores imaginaram alienígenas de diversas formas com as mais variadas características: força, inteligência, camuflagem, adaptação, entre outras.

 


O diretor e roteirista Jess Varley é mais um a pegar a ideia do extraterreste para o filme A Astronauta (The Astronaut, 2025). Sam Walker (Kate Mara) é uma astronauta que é encontrada viva dentro de uma cápsula avariada em alto mar. Ela é atendida e levada para uma casa isolada onde será examinada por uma equipe médica, entretanto passa a acreditar que um alienígena está lhe seguindo.

 

Com essa dúvida se o pensamento de Sam é uma ilusão/paranóia ou se realmente existe um extraterreste em seu encalce, o filme se sustenta mesmo que numa primeira metade melhor. Conforme os dias passam, a presença de algo estranho fica mais evidente para a astronauta.   

 

A ideia de confinamento também colabora com a tensão do filme. A casa isolada mais parece ser uma fortaleza toda preparada para qualquer tipo de ameaças. Abrigo subterrâneo, câmeras em todos os lugares, grades de kevlar que fecham as janelas conforme o perigo aumenta. Em volta da casa, uma densa floresta que parece esconder algo não humano.

 

Entre momentos que misturam pesadelos, realidade, dúvidas e sustos, Sam precisa lidar com seu estado físico e psicológico fragilizado. A sensação de estar sendo vigiada, marcas estranhas no corpo que surgem e a possibilidade de existir verdades que ainda não lhe foram reveladas fazem parte da rotina da astronauta.

 

Kate Mara interpreta a melhor personagem do filme, mesmo que essa não seja uma de suas grandes atuações. Por sua vez, Laurence Fishburne e Gabriel Luna estão em papéis fracos que acabam não engrenando tanto a trama. A atriz mirim Scarlett Holmes rouba a cena e garante os mais belos momentos do filme, mesmo que seja apenas com um olhar de ternura.

 

O belo cenário, a arquitetura da residência e a atmosfera Sci-fi intrigante do filme são os aspectos principais mesmo com o ritmo sendo intenso em algumas ocasiões, em outras, sendo morno demais. O final pode causar uma surpresa em nós, sobretudo por fugir de algumas conclusões estereotipadas dentro do gênero, entretanto, pode não agradar quem esperava algo mais impactante e explosivo voltado para a Ação.  

Trailer:


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