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Travis Barker se rende a Tonight, Tonight, do Smashing Pumpkins: “É por isso que vocês são tão bons”

há 21 horas
3 min de leitura

Em conversa com Billy Corgan, baterista do blink-182 destacou o trabalho de Jimmy Chamberlin e descobriu como o The Who influenciou a gravação do clássico de 1995

Tonight, Tonight, do Smashing Pumpkins
Imagem: Reprodução


Travis Barker, baterista do blink-182, revelou sua admiração por “Tonight, Tonight”, clássico do Smashing Pumpkins, durante uma conversa com Billy Corgan no podcast The Magnificent Others.





Lançada em 1995, no álbum Mellon Collie and the Infinite Sadness, a música chamou a atenção de Barker pela maneira como diferentes elementos musicais se encontram na composição, especialmente a bateria de Jimmy Chamberlin. Durante o encontro, Travis contou que havia revisitado algumas de suas músicas favoritas do Smashing Pumpkins antes da gravação do programa.


“Eu estava ouvindo, a caminho daqui, algumas das minhas músicas favoritas do Smashing Pumpkins. Penso, por exemplo, em ‘Tonight, Tonight’. E penso nas partes de bateria; como são pouco ortodoxas e…”


Corgan interrompeu:


“Loucas, né?”


Barker concordou e continuou explicando o que considera tão particular na gravação.


“Foi algo realmente arriscado de se fazer. Sabe, mas combinou perfeitamente com a música. E até os timbres de guitarra e…”



“Ah, obrigado. Pois é”, respondeu Billy.


O baterista também destacou a maneira como os vocais de Corgan se integram à instrumentação.


“E, ao mesmo tempo, os seus vocais continuam soando tão… bonitos e íntimos… Não sei, é algo…”


“É uma combinação inusitada de elementos”, completou Corgan.

Travis encerrou o elogio:


“E é por isso que vocês são tão bons.”





Billy Corgan revela influência do The Who em “Tonight, Tonight”


A conversa também trouxe detalhes sobre o processo de gravação da música. Ao revisitar a composição, Billy Corgan contou que o Smashing Pumpkins buscou inspiração no The Who, especialmente na maneira como Keith Moon tocava bateria. Segundo o vocalista, Jimmy Chamberlin foi incentivado a explorar uma abordagem mais intensa e imprevisível durante as sessões de gravação.


“Em ‘Tonight, Tonight’, fomos muito influenciados pelo The Who. O Jimmy, por natureza, não era um baterista hiperativo. E, quando estávamos gravando ‘Tonight, Tonight’, eu ficava dizendo: ‘Toca mais no estilo do Keith Moon’. Queria mais daquela loucura. E parecia que, quanto mais ele tocava, mais empolgante ficava. Quebra todas as regras da música Pop que existem.


É um arranjo muito carregado, né? A versão da banda soa quase como um power pop dos anos 1960. Mas, o tempo todo, a gente pensava: ‘Vamos colocar uma orquestra por cima’. Só que gravamos a versão sem saber exatamente como a orquestra soaria. Basicamente, tocando como se a orquestra estivesse lá, mesmo sem estar. Então, todos aqueles movimentos, aqueles efeitos… estava tudo apenas nas nossas cabeças.”


A explicação revela um aspecto importante da construção de “Tonight, Tonight”: a banda gravou sua parte instrumental imaginando a presença de uma orquestra que ainda não havia sido incorporada à música.


Essa decisão influenciou a maneira como os instrumentos foram executados, especialmente a bateria de Chamberlin, que ganhou liberdade para preencher os espaços da composição. O resultado reuniu a intensidade do rock com uma estrutura musical mais elaborada, sem abandonar o caráter melódico da canção.







Travis Barker destaca a ousadia da composição


Depois de ouvir a explicação de Corgan, Barker voltou a comentar o trabalho de bateria e a construção rítmica de “Tonight, Tonight”.


“Sim. Ou a cadência; acho que ela percorre o refrão inteiro, né? E o fato de que isso passou na MTV.”


A observação recupera também o alcance que a música conquistou nos anos 1990, quando seu videoclipe passou a circular na programação da emissora. Para Barker, a combinação de escolhas pouco convencionais é justamente o que torna a gravação tão especial. A conversa entre os músicos permitiu revisitar uma canção que, três décadas depois de seu lançamento, continua despertando interesse por sua construção instrumental.


O que Travis Barker identificou como uma bateria arriscada e pouco ortodoxa nasceu de uma orientação de Billy Corgan a Jimmy Chamberlin: tocar com mais liberdade, inspirado pela intensidade de Keith Moon.



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