The Cure vence seus primeiros Grammys e escreve uma noite histórica em 2026
- Marcello Almeida
- há 22 horas
- 2 min de leitura
Demorou quase meio século, mas aconteceu. Reconhecimento tardio, simbólico e impossível de ignorar

Quase 50 anos depois, o The Cure finalmente viveu sua noite de consagração no Grammy. A banda liderada por Robert Smith conquistou, neste domingo (1º), seus primeiros troféus da premiação mais tradicional da indústria da música, durante a cerimônia de abertura realizada na Crypto.com Arena, em Los Angeles.
O primeiro prêmio veio na categoria Melhor Performance de Música Alternativa, com a faixa “Alone”, destaque do álbum Songs of a Lost World. A canção superou concorrentes de peso e estilos variados, como Bon Iver, Hayley Williams, Turnstile e Wet Leg, mostrando que a melancolia elegante e persistente do Cure segue encontrando ressonância mesmo em um cenário musical completamente diferente daquele que a banda ajudou a moldar.
No palco, Robert Smith leu um breve comunicado de agradecimento em nome do grupo, citando nominalmente os integrantes Simon Gallup, Jason Cooper, Roger O’Donnell e Reeves Gabrels, e destacando a honra de finalmente receber o reconhecimento da Academia — um gesto simples, mas carregado de significado para uma banda que sempre caminhou à margem das premiações.
A noite, porém, estava longe de acabar.
Pouco depois, Songs of a Lost World garantiu ao The Cure seu segundo Grammy, vencendo a categoria de Melhor Álbum de Música Alternativa. O disco levou a melhor sobre trabalhos de Bon Iver, Tyler, The Creator, Wet Leg e Hayley Williams, consolidando não apenas o retorno criativo da banda, mas também um raro momento de justiça histórica.
O reconhecimento chega tarde, é verdade. Mas talvez justamente por isso seja tão poderoso. Songs of a Lost World não soa como um pedido de atenção nem como uma tentativa de atualização forçada. É um álbum que olha para o tempo, para a perda e para a permanência, temas que o The Cure sempre dominou como poucos.
Quase cinco décadas depois, o Grammy finalmente encontrou o The Cure. E, dessa vez, não foi por nostalgia. Foi por relevância. 🖤











