Michael: cinebiografia de Michael Jackson ganha novo cartaz e redefine seu recorte narrativo
- Marcello Almeida
- há 14 horas
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Entre o mito e o tribunal, a história precisou mudar de rota

A cinebiografia Michael, que retrata a trajetória do Rei do Pop e é protagonizada por Jaafar Jackson, ganhou um novo cartaz oficial neste domingo. A imagem marca mais um capítulo de um projeto que passou longe de ser simples desde que entrou em produção.
O filme sofreu mudanças profundas por conta de um processo movido contra Michael Jackson por um ex-acusador de abuso sexual infantil. Diante do cenário jurídico, a produção optou por um caminho drástico: o longa foi totalmente refeito pelo diretor Antoine Fuqua e pelo roteirista John Logan.
As refilmagens já foram concluídas, e a decisão criativa foi clara: Michael agora encerra sua narrativa logo após a ascensão meteórica de Jackson nos anos 80, antes do período mais turbulento de sua vida pública. Com isso, todo o material que abordava os anos posteriores — incluindo duas semanas de filmagens realizadas no Rancho Neverland, hoje pertencente ao empresário Ron Burkle — foi descartado e não será utilizado.
A ideia, segundo o produtor Graham King, é transformar essa limitação em estratégia. O plano envolve a possibilidade de um segundo filme, que abordaria tanto o auge absoluto quanto as polêmicas que marcaram os últimos anos da carreira de Michael Jackson. Esse projeto, no entanto, depende diretamente da recepção do público e do desempenho do longa nas bilheterias.
Caso Michael seja um sucesso, a continuação é tratada internamente como algo praticamente inevitável. Mas um resultado morno — ou negativo — pode encerrar a empreitada ali mesmo.
No elenco, além de Jaafar Jackson no papel principal, o filme traz Miles Teller como o controverso empresário John Branca e Colman Domingo, indicado ao Oscar por Sing Sing, interpretando Joe Jackson, pai de Michael e figura central (e temida) por trás dos Jackson 5.
Inicialmente previsto para outubro de 2025, Michael teve sua estreia adiada e agora chega aos cinemas em 24 de abril de 2026. No Brasil, o lançamento será feito pela Universal Pictures, que detém os direitos internacionais de distribuição. Já nos Estados Unidos, a responsabilidade fica com a Lionsgate.
Entre reverência, cautela e recalculando rotas, a cinebiografia promete menos escândalo e mais construção do mito. Resta saber se o público aceitará esse recorte, ou se vai cobrar a história completa.











