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Taylor Hawkins e a influência de Roger Taylor: a conexão que moldou sua trajetória

Entre bateria e vocais, músico do Foo Fighters encontrou no Queen uma referência que atravessou toda a sua carreira

Taylor Hawkins
Jason Nocito para a Rolling Stone

A morte de Taylor Hawkins segue sendo uma das perdas mais sentidas do rock recente. Integrante do Foo Fighters, ele formou ao lado de Dave Grohl uma parceria marcada por sintonia musical e presença de palco, alternando funções e ampliando o papel tradicional do baterista dentro da banda.



Mais do que sustentar a base rítmica, Hawkins também se destacou pelos vocais, algo menos comum para quem ocupa a bateria. Embora não seja raro ver bateristas contribuindo com backing vocals, como Matt Helders ou Ringo Starr, assumir os vocais principais em determinados momentos ainda é uma exceção, ocupada por poucos nomes ao longo da história.


No caso de Hawkins, essa característica vinha de uma influência direta: Roger Taylor. Em entrevista ao Sammy Hagar, ele explicou como o integrante do Queen marcou sua formação.


“Um dos meus heróis de infância era Roger Taylor… ele sempre cantava uma música nos discos. Ele tinha a voz mais aguda da banda… eu pensava: ‘Quero ser como ele’”.


A admiração acompanhou Hawkins ao longo da carreira. Ele chegou a afirmar que queria “estar no Queen” ainda na infância e via em Roger um elemento central para o som do grupo.


“Roger deu ao Queen sua pegada pesada e som encorpado”, disse.


Segundo Hawkins, mais do que técnica, o diferencial estava na personalidade ao tocar.


“Ele tem um swing incomparável… consigo tocar todos os fills que ele já fez, mas nunca conseguiria captar o feeling dele.”


Essa referência ajuda a entender a forma como Hawkins construiu sua identidade musical. Mesmo atuando majoritariamente atrás da bateria, ele também assumia os vocais principais em momentos específicos, como em Sunday Rain, mostrando uma versatilidade que o aproximava de seus ídolos.



Ao longo dos anos, sua presença em grandes palcos se tornou constante, mas sempre acompanhada dessa dualidade entre ritmo e melodia, uma combinação que o colocou em uma posição singular dentro do rock contemporâneo.





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