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Paul McCartney transforma final de temporada do SNL em celebração da própria história

Ex-Beatle ganhou espaço raro no programa, apresentou músicas inéditas e clássicos e praticamente tomou conta do episódio ao lado de Will Ferrell

Paul McCartney
Imagem: YouTube/SNL/NBC


Nem sempre o convidado musical domina um episódio inteiro do Saturday Night Live. Mas quando o convidado é Paul McCartney, as regras parecem simplesmente deixar de existir.


O encerramento da 51ª temporada do tradicional programa norte-americano acabou funcionando quase como uma homenagem ao ex-Beatle. Além das tradicionais apresentações musicais, McCartney ganhou tempo extra no palco, apareceu em esquetes, participou do monólogo de abertura e ainda encerrou a noite com uma performance surpresa durante os créditos finais.


A participação marcou a quinta vez de Paul como convidado musical do programa, consolidando ainda mais sua longa relação com o SNL. Antes disso, ele já havia participado das temporadas de 1980, 1993, 2010 e 2012. O retorno acontece também em meio à divulgação de The Boys of Dungeon Lane, novo disco previsto para chegar no dia 29 de maio.





A primeira performance da noite trouxe justamente “Days We Left Behind”, faixa inédita do novo álbum. A canção aposta numa atmosfera nostálgica e emocional, reforçando o momento mais reflexivo que vem marcando esta nova fase de McCartney, cada vez mais interessado em revisitar memórias da juventude em Liverpool e os anos anteriores à explosão mundial dos Beatles.


Depois, o clima mudou completamente quando Paul surgiu com uma versão energética de Band on the Run, clássico lançado originalmente em 1974 pelo Wings. Mesmo aos 83 anos, McCartney mostrou a mesma naturalidade de sempre no palco, conduzindo a apresentação com uma leveza que poucos artistas veteranos conseguem manter.


Mas o episódio foi além das músicas. Durante o monólogo de Will Ferrell, Paul entrou na brincadeira envolvendo a eterna confusão entre Ferrell e Chad Smith, baterista do Red Hot Chili Peppers. Mais tarde, ele também apareceu em um esquete ao lado de Ferrell e Marcello Hernández interpretando mecânicos trapaceiros, arrancando algumas das reações mais divertidas da noite.


Quando o episódio parecia caminhar para o encerramento tradicional, McCartney apareceu mais uma vez para transformar os créditos finais em praticamente uma festa improvisada dentro do estúdio. O músico encerrou a noite com “Coming Up”, hit que alcançou o topo da Billboard Hot 100 em 1980, enquanto elenco e bastidores dançavam ao redor do palco.


O momento acabou resumindo bem o que foi o episódio inteiro: menos uma participação protocolar e mais uma celebração espontânea da trajetória de um artista que continua atravessando gerações sem precisar provar mais absolutamente nada.





Talvez o mais impressionante em Paul McCartney hoje seja justamente isso. Enquanto muitos artistas veteranos tentam preservar uma imagem congelada do passado, ele parece cada vez mais confortável em apenas continuar criando, tocando e aparecendo diante do público com a mesma curiosidade de sempre.


E talvez seja por isso que, mesmo depois de tantas décadas, ainda exista algo quase impossível de ignorar quando ele sobe num palco. Não importa quantas vezes o mundo já tenha visto Paul McCartney tocando ao vivo. Sempre parece que estamos assistindo um pedaço vivo da história da música acontecendo diante dos olhos outra vez.





O Teoria Cultural nasceu da paixão pela cultura pop, pela música, pelo cinema e pela arte como forma de expressão e entendimento do mundo. O projeto começou como uma página no Instagram, inicialmente chamada Caro Vinil, voltada à celebração dos discos, do rock e das narrativas culturais que atravessam gerações. Saiba mais

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