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Sombr mistura Radiohead, Billy Idol e gerações no palco do Coachella 2026

Artista de 20 anos reforça ascensão ao dividir palco com ícones e revisitar clássicos com identidade própria

Sombr e Billy Idol no palco ao ar livre durante o segundo fim de semana, segundo dia do Festival Coachella
(Foto de Scott Dudelson/Getty Images para o Coachella)

O segundo fim de semana do Coachella 2026 ganhou um momento que diz muito sobre o presente, e talvez ainda mais sobre o futuro. O jovem Sombr, de apenas 20 anos, subiu ao palco do Teatro ao Ar Livre e fez o que poucos conseguem com naturalidade: cruzou gerações sem soar deslocado.



No meio do set, ele apresentou uma versão de “Fake Plastic Trees”, clássico do Radiohead. Não foi uma releitura grandiosa nem uma tentativa de reinventar a música. Foi contida, respeitosa, quase íntima, como se entendesse que certas canções não precisam ser alteradas para continuar dizendo tudo. E justamente por isso funcionou.


Mas o momento mais simbólico veio depois. Sombr chamou ao palco Billy Idol, acompanhado de seu parceiro de longa data, o guitarrista Steve Stevens. Juntos, eles tocaram “Eyes Without a Face”, faixa lançada em 1984. O encontro não teve cara de homenagem protocolar. Parecia mais uma troca. De um lado, a energia de quem está começando. Do outro, a experiência de quem ajudou a definir o que veio antes.


Esse tipo de conexão não é exatamente novidade na trajetória recente de Sombr. Uma semana antes, no mesmo festival, ele já havia dividido o palco com Billy Corgan, interpretando “1979”. E, pouco antes disso, apareceu em Dublin ao lado do The Cranberries para cantar “Linger”. Não parece estratégia forçada. Parece curiosidade genuína.


Essa relação com o passado também aparece no discurso do artista. Em entrevista durante o BRIT Awards 2026, ele deixou claro o quanto a música britânica molda seu olhar. Citou nomes como The Beatles, The Rolling Stones, David Bowie e Elton John, além de bandas como The Stone Roses, The Verve e Oasis.






“A lista é longa”, disse ele, antes de completar que pretendia circular pelo evento para conhecer alguns de seus ídolos. Em outro momento, foi ainda mais direto:


“Eu simplesmente adoro estar aqui. É a música que vem do Reino Unido que me cativa. Na minha opinião, eu adoro os Estados Unidos, mas acho que os artistas do Reino Unido os superam, em termos de ícones”.


O que chama atenção não é só o repertório ou os convidados. É a forma como tudo se encaixa. Sombr não parece interessado em romper com o passado, ele quer dialogar com ele. E talvez seja justamente isso que esteja construindo sua identidade: entender de onde vem para saber até onde pode ir.


Às vezes, o futuro da música não grita, ele escuta, aprende e responde no tempo certo.



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