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Smashing Pumpkins embarca em uma sonoridade que mescla guitarras e sintetizadores no cativante ATUM

Banda de Billy Corgan se aventura em uma abordagem que combina a energia das guitarras com a versatilidade dos sintetizadores em um disco repleto de surpresas.

CRÉDITO: Paul Elledge / Imprensa


Atum, a sequência altamente ambiciosa que segue Mellon Collie and the Infinite Sadness de 1995 e MACHINA: The Machines of God de 2000, capta um Billy Corgan explorando uma ampla gama de sonoridades e camadas que abrangem todas as fases da carreira do Smashing Pumpkins. Sem dúvida, Corgan é um artista que se dedica plenamente ao seu trabalho. Após reunir três quartos da banda e lançar dois álbuns nos últimos anos, ele surpreende novamente com o lançamento de uma ópera rock de ficção científica colossal. O 12º disco da banda, é composto por 33 faixas divididas em três atos, sendo que duas já foram disponibilizadas nas plataformas de streaming nos últimos meses.


Para quem já vinha acompanhando o conceito do disco, as canções dão sequência na jornada do personagem "Shiny", o qual apareceu pela primeira vez no álbum Mellon Collie. Embora o enredo seja sutil e exija uma análise muito mais profunda e dedicada, é possível identificar alguns temas durante a audição. No entanto, além do conceito geral, as faixas do álbum contêm boas melodias e letras sinceras de Corgan. A abertura com a faixa-título ("ATUM") emula nostalgicamente a sonoridade do Pink Floyd com camadas espaciais e psicodélicas. Em suma, este disco é uma coleção poderosa de músicas cativantes que vão te conquistando aos poucos. Uma ótima entrada para a banda conquistar novos fãs.



As faixas desse novo trabalho focam mais nas guitarras em comparação ao álbum anterior da banda lançado em 2020, intitulado 'CYR', mas o vocalista e líder da banda, Billy Corgan, também incorporou elementos de sintetizadores que foram dominantes no álbum anterior. O disco possui uma pegada que mistura ritmos e gêneros de maneira equilibrada, assim, cada canção surge como uma surpresa para o ouvinte. Essas características ficam um tanto evidentes em faixas como 'Butterfly Suite', 'Beguiled' e 'Empires', que não deixam de lado sua pegada rock. Já "Hooligan", "Neophyte" mergulham em rajadas de sintetizadores que caem bem para o clima do disco, criando uma sensação de ópera rock espacial. Não tem como fugir da sensação de viagem espacial épica. Se o resultado esperado por Corgan era esse 'ATUM' desenvolve muito bem a função.


Banda de Billy Corgan se aventura em uma abordagem que combina a energia das guitarras com a versatilidade dos sintetizadores em um disco repleto de surpresas.


A coleção puxa um fluxo agradável com camadas emocionantes que aprofundam a experiência conforme o disco vai avançando entre uma faixa e outra, assim como os álbuns mais populares do Smashing Pumpkins, reconhecidos por suas experiências envolventes e completas 'ATUM' não faz feio, ele ainda pode ser resumido como um disco de trilhas sonoras que se enquadraria perfeitamente em obras cinematográficas voltadas para a ficção científica, exemplo da faixa "Sojourner", que caberia perfeitamente em filmes como Blade Runner e Contatos Imediatos do Terceiro Grau. "The Gold Mask" vai te levar direto pelo túnel do tempo remontando uma sonoridade que emula docemente o som do A Flock of Seagulls. Sim, 'ATUM' é uma salada sonora que acaba funcionando bem a maior parte do tempo. A bonita e viajante "Space Age" é uma prova de que os sintetizadores caem muito bem na música dos Pumpkins e combinam agridocemente com a voz de Billy Corgan.

'ATUM' é um álbum que apresenta uma proposta ambiciosa e ao mesmo tempo estimulante, exige a dedicação do ouvinte e atenção. No entanto, o disco também contém elementos que são capazes de agradar mesmo os fãs mais fervorosos da banda.

 

ATUM

Smashing Pumpkins


Lançamento: 5 de maio de 2023

Gênero: Rock Alternativo, Indie Rock, Synth-Pop

Ouça: "Space Age", "The Gold Mask", "Every Morning"

Humor: Volátil, Ousado, Visceral


 

NOTA DO CRÍTICO: 7,5

 

Ouça "Space Age":




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