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“Boys Don’t Cry”, do The Cure, ultrapassa 1 bilhão de streams no Spotify

Quarenta e cinco anos depois, a tristeza também sabe contar números gigantes

The Cure
Peter Still/Redferns/Getty Images

Nem toda música nasce pensando em recordes, e talvez seja exatamente por isso que algumas atravessam o tempo com tanta força. É o caso de Boys Don't Cry, que acaba de ultrapassar a impressionante marca de 1 bilhão de reproduções no Spotify, entrando oficialmente para o chamado Clube do Bilhão.



Lançada originalmente em 1979 como single independente, a faixa se tornou um dos pilares da identidade do The Cure. Com sua melodia aparentemente leve, quase ingênua, e uma letra que carrega melancolia, ironia e vulnerabilidade, a música ajudou a definir o tom emocional que acompanharia a banda ao longo das décadas.


O curioso é que esse bilhão não vem apenas da nostalgia. Nos últimos meses, “Boys Don’t Cry” ganhou novo fôlego ao circular intensamente no TikTok, especialmente em vídeos de reação ao refrão e em conteúdos que dialogam com temas de sensibilidade emocional, algo que sempre esteve no DNA da canção. Uma geração que não viveu os anos 80 passou a ouvir, compartilhar e reinterpretar a música à sua maneira.



Cantada por Robert Smith, a faixa virou um símbolo inesperado. Ao mesmo tempo em que ironiza expectativas rígidas sobre masculinidade, também expõe fragilidade, tristeza e afeto, temas que hoje voltam ao centro do debate cultural, mas que o The Cure já explorava décadas atrás, sem manual e sem filtro.



Com esse feito, “Boys Don’t Cry” se torna a primeira música do The Cure a atingir o bilhão de streams na plataforma. Um número gigantesco, sim, mas que apenas confirma algo que os fãs sempre souberam: algumas músicas não envelhecem, apenas encontram novas formas de doer, confortar e fazer sentido.



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