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Rush pode ter músicas inéditas após turnê de despedida, diz Geddy Lee

Algumas bandas encerram turnês. Outras encerram ciclos. O Rush, ao que tudo indica, ainda não fez nem uma coisa nem outra

Geddy Lee
Foto: Mat Hayward / Getty Images)

Mesmo depois de décadas ajudando a moldar a história do rock, o Rush segue dando sinais claros de que a criatividade não entrou em modo de aposentadoria. Em entrevista recente ao MusicRadar, Geddy Lee falou com franqueza e entusiasmo sobre a possibilidade de surgirem músicas inéditas da banda após o fim da turnê Fifty Something, marcada para 2026.



Segundo Geddy, a vontade de criar algo novo não nasceu agora. Ela surgiu antes mesmo da turnê ganhar forma, quase como um reflexo natural. Mas foi ao voltar a dividir o espaço criativo com Alex Lifeson que essa ideia ganhou outro peso.


“Quando começamos a improvisar, comecei a enxergar a possibilidade de fazer algo com ele”, contou o músico, reconhecendo que, no momento, tudo ficou em segundo plano por conta da intensidade dos ensaios e da logística dos shows. Ainda assim, foi direto: existe, sim, a sensação de que alguma música nova pode nascer desse reencontro (via Blabbermouth).


Outro elemento que alimenta essa curiosidade criativa é a presença de Anika Nilles na bateria. Geddy não escondeu o interesse em explorar o que poderia surgir em um ambiente criativo ao lado dela. “Seria divertido ver o que ela pode fazer”, disse, deixando no ar a impressão de que o Rush vive um momento raro: respeita profundamente o próprio passado, mas não fecha a porta para o inesperado.


A turnê Fifty Something começa no dia 7 de junho de 2026, em Los Angeles, e passa por Canadá, Estados Unidos e México. O formato é o clássico “uma noite com”, dois sets, repertório variável e nenhuma banda de abertura. Com ingressos esgotados em tempo recorde e datas extras adicionadas, o Rush celebra sua história com o público.



Mas, como a própria fala de Geddy sugere, talvez essa turnê não seja apenas um olhar para trás. Pode ser também o silêncio antes de algo novo. Porque quando a chama ainda está acesa, o fim raramente é definitivo.

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