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Rita Lee, "padroeira da liberdade", morre aos 75 anos

Nosso adeus para Rainha do Rock brasileiro. Obrigado por tanto, Rita.

Rita Lee em foto de março de 1969 — Foto: Estadão Conteúdo/Arquivo


Na segunda-feira, 8 de maio, faleceu Rita Lee, uma das mais renomeadas cantoras e compositoras da música brasileira, aos 75 anos de idade. A rainha do rock brasileiro havia sido diagnosticada com câncer de pulmão no ano de 2021 e vinha realizando tratamentos para combater a doença.


Através das redes sociais da cantora, a sua família emitiu um comunicado informando que Rita Lee faleceu na noite passada em sua casa na cidade de São Paulo, com o amor da sua família ao seu redor, algo que sempre desejou. O velório será aberto ao público e atendido no Planetário do Parque Ibirapuera, na quarta-feira (10), das 10h às 17h.



Rita tinha um sonho de imortalidade, com a condição de poder desfrutar de uma vida saudável até o fim. Se, porventura, seu coração falhasse, ela o encararia como um sinal de que amou intensamente.


De toda forma, ela afirmou que enquanto estivesse viva e cheia de graça, ainda poderia proporcionar a felicidade a muitas pessoas. E, de fato, ao longo de sua vida, embora abreviada aos 75 anos, ela conseguiu fazer milhões de pessoas felizes. Como rainha do rock brasileiro, a mais irreverente das feministas do país, uma das mais bem-sucedidas compositoras de pop em português e defensora de todas as liberdades, sua voz não se limita a estilos ou gerações. Com isso, Rita Lee deixa para trás uma biografia e uma obra que serão imortais.

Durante quase seis décadas de carreira, Rita contribuiu para a revolução do rock e adicionou sua criatividade ao movimento tropicalista. Como líder dos Mutantes, ela liderou uma das banda de rock brasileira mais prestigiada internacionalmente. Além disso, em sua carreira solo, ela conseguiu criar músicas de enorme sucesso popular sem comprometer sua liberdade e irreverência.




Rita foi uma artista sempre atualizada, sendo uma referência em criatividade e independência feminina. Embora seja frequentemente chamada de "rainha do rock brasileiro", ela considerou essa alcunha "cafona" e preferia ser chamada de "padroeira da liberdade".


Rita Lee Jones veio ao mundo na cidade de São Paulo em 31 de dezembro de 1947. Ela é filha de Charles Jones, um dentista que tinha ascendência norte-americana, e Romilda Padula, uma italiana que tocava piano e incentivou a filha a estudar música e canto junto com suas irmãs.


Quando tinha 16 anos, Rita entrou para um grupo vocal feminino chamado Teenage Singers, e se apresentava em eventos estudantis de forma amadora. O cantor e produtor Tony Campello acabou descobrindo o grupo e as chamou para participar de gravações como backing vocals.


Rita Lee durante gravação do especial 'Mulher 80', exibido na Globo em 1979 — Foto: Nelson Di Rago/TV Globo/Arquivo

Após deixar a banda Os Mutantes, Rita Lee iniciou sua carreira junto ao grupo Tutti Frutti, onde produziram cinco álbuns, sendo "Fruto Proibido" de 1975 o mais aclamado, com destaque para a música "Agora Só Falta Você".


A partir de 1979, Rita começou a trabalhar em conjunto com seu marido Roberto de Carvalho, tornando-se uma artista solo bem sucedida. Ela compôs e registrou canções pop-rock que foram muito bem recebidas pelo público.

O álbum "Rita Lee" de 1979, que contou com sucessos como "Mania de Você", "Chega Mais" e "Doce Vampiro", foi um dos seus trabalhos mais populares. No disco de mesmo nome lançado em 1980, ela continua no estilo pop e teve ainda mais sucesso com músicas como "Lança Perfume" e "Baila Comigo".

Rita Lee já era uma roqueira renomeada antes e depois do gênero se tornar um sucesso comercial no Brasil na década de 1980. Álbuns notáveis ​​incluem "Saúde" (1981) e "Rita e Roberto" (1985), que foram apresentados no primeiro Rock in Rio.


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