Prêmio da Música Brasileira homenageia Cazuza nesta quarta
- Marcello Almeida
- há 16 horas
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Cerimônia reúne grandes nomes da música nacional para celebrar o legado de um dos compositores mais importantes da cultura brasileira

A obra de Cazuza voltará ao centro do palco nesta quarta-feira (10). A 33ª edição do Prêmio BTG Pactual da Música Brasileira presta homenagem ao cantor e compositor carioca em uma cerimônia especial realizada no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, com transmissão ao vivo a partir das 19h pelo canal oficial da premiação no YouTube.
Mais do que uma celebração da música, o evento promete revisitar a trajetória de um artista que atravessou gerações sem perder relevância. Quase quatro décadas após o auge de sua carreira solo, canções como "Exagerado", "Codinome Beija-Flor", "O Tempo Não Para" e "Brasil" continuam dialogando com o país, suas contradições, seus afetos e suas inquietações.
Para dar vida a esse repertório, a cerimônia reunirá artistas de diferentes estilos e gerações em interpretações inéditas da obra de Cazuza. Entre os nomes confirmados estão Ney Matogrosso, Seu Jorge, Ludmilla, Marina Sena, Luísa Sonza, Luedji Luna, BNegão, Zizi Possi e Simone, evidenciando a capacidade do compositor de permanecer contemporâneo independentemente das transformações da música brasileira.
A apresentação ficará a cargo das atrizes Débora Bloch e Alice Wegmann, que conduzirão uma noite dedicada não apenas às homenagens, mas também à consagração dos principais destaques da música nacional ao longo do último ano.
Entre as categorias mais aguardadas está a de Melhor Artista de Rock. Disputam o prêmio nomes que representam diferentes vertentes da cena contemporânea brasileira: Black Pantera, Fresno, Mateus Fazeno Rock, Selvagens à Procura de Lei e Terno Rei.
Já a categoria Melhor Lançamento de Rock reúne alguns dos trabalhos mais relevantes lançados recentemente no gênero. Estão na disputa Seleção Natural, do Black Pantera; Y, do Selvagens à Procura de Lei; Caranguejo (Parte 1), da Supercombo; Nenhuma Estrela, do Terno Rei; e Hasta La Bahia, do Vivendo do Ócio.
A escolha de Cazuza como homenageado parece especialmente simbólica em um momento em que a música brasileira continua debatendo identidade, liberdade artística e posicionamento cultural. Poucos compositores conseguiram transformar inquietação em arte com a mesma intensidade. Sua obra permanece atual porque nunca se limitou ao tempo em que foi criada.
Nesta noite, os prêmios certamente terão importância. Mas a grande estrela será o legado de um artista que transformou vulnerabilidade em poesia, rebeldia em canção e verdade em permanência. Porque algumas vozes não desaparecem quando o palco escurece. Elas continuam ecoando muito depois do último aplauso.
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