A música do Led Zeppelin que Brian May considera essencial
- Marcello Almeida
- há 20 horas
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Para o guitarrista do Queen, uma composição de 1975 representa tudo aquilo que tornou o Led Zeppelin uma das maiores bandas da história do rock

Quando músicos que ajudaram a definir a história do rock falam sobre seus ídolos, vale a pena prestar atenção. Afinal, ninguém entende melhor a grandeza de uma obra do que alguém que também ajudou a construir um legado. Foi exatamente isso que aconteceu quando Brian May apontou qual considera ser uma das canções mais extraordinárias já gravadas pelo Led Zeppelin.
Ao longo de sua trajetória, o grupo formado por Robert Plant, Jimmy Page, John Paul Jones e John Bonham construiu uma discografia praticamente intocável. Misturando blues, folk, hard rock, música oriental e experimentação sonora, o Zeppelin expandiu os limites do gênero e influenciou gerações inteiras de músicos. Escolher apenas uma faixa dentro desse catálogo é uma tarefa quase impossível.
Ainda assim, existe uma composição que parece ocupar um lugar especial até mesmo entre aqueles que fizeram história dentro do rock. A escolhida por Brian May foi "Kashmir", um dos momentos mais grandiosos da carreira do Led Zeppelin e peça central do clássico álbum Physical Graffiti, lançado em 1975.
A faixa se destaca por diversos motivos. Sua construção hipnótica, baseada em um dos riffs mais marcantes criados por Jimmy Page, é acompanhada por arranjos que evocam paisagens distantes, misturando peso, mistério e uma atmosfera quase cinematográfica. Não é apenas uma música de rock. É uma jornada sonora.
Segundo o portal Far Out, May sempre demonstrou apreço por composições capazes de transmitir emoção e grandiosidade ao mesmo tempo. Nesse sentido, "Kashmir" representa uma síntese perfeita dessa ideia. Cada acorde parece carregar uma sensação de descoberta, enquanto os arranjos transformam a música em algo que transcende a estrutura tradicional do gênero.
Curiosamente, a admiração não vem apenas de músicos de fora da banda. Robert Plant, que ao longo dos anos se mostrou bastante crítico em relação a parte do repertório do Led Zeppelin, também considera "Kashmir" uma das obras mais importantes da carreira do grupo.
Ao refletir sobre a canção, o vocalista destacou o caráter aventureiro que definiu sua criação.
"‘Kashmir’ foi uma música extremamente positiva para mim. Ela nasceu da busca, das viagens e das explorações que Jimmy Page e eu vivemos em lugares muito distantes daquilo que já era familiar. Se existe uma música que representa a essência do Led Zeppelin, talvez seja essa."
A declaração ajuda a entender por que a faixa permanece tão relevante décadas após seu lançamento. Mais do que um sucesso de catálogo, "Kashmir" simboliza um momento em que o Led Zeppelin decidiu olhar além das fronteiras do rock convencional e buscar inspiração em outras culturas, sonoridades e experiências.
Talvez seja justamente por isso que a música continue despertando fascínio entre músicos, críticos e fãs. Enquanto muitas bandas se limitavam a aperfeiçoar fórmulas já conhecidas, o Zeppelin procurava novos caminhos. E poucas canções capturam tão bem esse espírito quanto "Kashmir".
Quase cinquenta anos depois, a obra segue desafiando classificações. É rock, é folk, é viagem, é fantasia e é realidade ao mesmo tempo. Não surpreende que Brian May a veja como um dos maiores tesouros do Zeppelin. Afinal, algumas músicas não envelhecem. Elas apenas continuam ecoando.
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