Pink Floyd ganha moeda oficial no Reino Unido em homenagem a The Dark Side Of The Moon
- Marcello Almeida
- há 16 horas
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Casa da Moeda britânica eternizou o clássico prisma do álbum de 1973 em uma coleção especial dedicada à banda

Mais de cinquenta anos depois de transformar o rock progressivo em algo monumental, o Pink Floyd acaba de entrar oficialmente para a história monetária do Reino Unido.
Nesta quinta-feira (14), a Royal Mint revelou uma moeda comemorativa dedicada à banda, celebrando um dos catálogos mais influentes da música contemporânea. E não havia outro símbolo possível para ocupar o centro dessa homenagem.
O destaque da peça é o icônico prisma de The Dark Side Of The Moon, obra lançada em 1973 que atravessou gerações e permanece como um dos discos mais vendidos e reconhecidos da história.
A imagem eternizada na moeda recria o famoso feixe de luz atravessando o prisma, referência direta à arte concebida originalmente por Storm Thorgerson e George Hardie.
Em algumas versões especiais, o efeito visual ainda simula o arco-íris clássico do álbum.
O design da nova moeda foi criado por Henry Gray e coloca o Pink Floyd ao lado de artistas que já foram homenageados anteriormente pela série Music Legends, iniciativa da Royal Mint dedicada a nomes históricos da música britânica. Entre eles estão David Bowie, George Michael, Paul McCartney e Freddie Mercury.
Mas existe algo particularmente simbólico na escolha do Pink Floyd. Porque poucas bandas conseguiram transformar identidade visual e música em algo tão inseparável. O prisma de The Dark Side Of The Moon talvez seja hoje tão reconhecível quanto qualquer logotipo corporativo gigantesco do planeta.
Só que, diferente de uma marca comum, ele carrega décadas de significado emocional, filosófico e cultural para milhões de pessoas.
Além da moeda, a coleção também contará com palhetas colecionáveis inspiradas no álbum clássico, disponíveis em versões de ouro, prata e cromo escuro. Os itens começaram a ser vendidos oficialmente no site da Royal Mint com preços a partir de £18,50. Existe algo quase inevitável nisso tudo. Porque o Pink Floyd sempre pareceu uma banda destinada a ultrapassar os limites normais do rock.
Não bastava vender discos. Eles precisavam criar imagens permanentes. Experiências.
Símbolos. E talvez seja justamente por isso que a homenagem faça tanto sentido. Décadas depois de questionarem tempo, loucura, ganância e existência humana em The Dark Side Of The Moon, o Pink Floyd agora se transforma oficialmente em parte da própria iconografia britânica.
Como se aquele velho prisma finalmente tivesse deixado de ser apenas capa de disco para virar patrimônio cultural definitivo.
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