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Peter Hook abre o jogo sobre passado com New Order e admite possível encontro com Oasis em noite histórica

Baixista comenta homenagem ao Joy Division, mantém distância dos ex-colegas e deixa no ar participação especial no evento

Peter Hook
Imagem: Reprodução

Quando Peter Hook fala, dificilmente é só nostalgia. Existe sempre um peso ali, de história, de ruptura, de coisas que claramente não ficaram no passado. Em conversa recente com a Billboard, ele revelou que pode acabar dividindo o palco com o Oasis na cerimônia do Rock and Roll Hall of Fame, mas o tom da entrevista vai muito além dessa possibilidade curiosa.



“Pode acontecer, sim… talvez eu esteja lá com o Oasis naquela noite”, disse, quase como quem não quer dar muita importância, mas deixa a ideia pairando no ar. O evento celebra a entrada do Joy Division no Hall, e, inevitavelmente, reacende tudo o que veio depois, inclusive as fraturas.


E é aí que o discurso muda. Ao falar sobre o New Order, Hook não suaviza. Ainda há mágoa, e ela aparece sem filtro:


“Aquilo que rolou lá atrás foi, sinceramente, difícil de engolir… não é algo que eu consiga deixar pra trás tão fácil”. A fala retoma o rompimento definitivo com a banda e a batalha judicial que permitiu que o grupo seguisse sem ele, um ponto que, claramente, ainda pesa.


Mesmo assim, existe um certo equilíbrio na forma como ele enxerga o momento atual. Hook reconhece o tamanho do que foi construído:


“Eu sempre soube o valor do Joy Division e do New Order… esse reconhecimento não vem à toa”.


Para ele, a homenagem pertence muito mais ao público do que às disputas internas, é o resultado de décadas de conexão real com a música.


E essa história, vale lembrar, começa de um jeito quase mítico. Um show dos Sex Pistols nos anos 70 foi o gatilho para tudo. Dali nasceu o Joy Division, responsável por registros que atravessam o tempo, como Unknown Pleasures e Closer. Após a morte de Ian Curtis, a transformação em New Order ampliou ainda mais esse alcance, mesmo que o preço tenha sido alto nos bastidores.



Hoje, à frente do Peter Hook and The Light, ele segue revisitando esse repertório com uma relação quase física com o passado, como alguém que carrega tudo isso não como memória, mas como algo ainda em movimento.


Se vai tocar com o Oasis ou não, ainda é incógnita. Mas uma coisa já está definida: algumas histórias não se resolvem. Elas continuam tocando.



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