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Pecadores faz história e se torna o filme mais indicado ao Oscar 2026

Tem filme que chega forte. Tem filme que muda o jogo

Michael B. Jordan, em Pecadores
Imagem: Divulgação

Um dos filmes mais potentes de 2025 acaba de cravar seu nome na história do cinema. Pecadores se tornou o longa mais indicado de todos os tempos ao Oscar, acumulando impressionantes 16 indicações na edição de 2026.



Com isso, o filme ultrapassa um recorde que até então era dividido por três gigantes: A Malvada (1950), Titanic (1997) e La La Land (2016), todos com 14 indicações cada.


Entre as categorias em que Pecadores aparece estão algumas das mais cobiçadas da noite: Melhor Filme, Melhor Direção para Ryan Coogler, Melhor Ator para Michael B. Jordan, Melhor Fotografia para Autumn Durald Arkapaw e Melhor Canção Original por “I Lied to You”, assinada por Raphael Saadiq e Ludwig Göransson.


Dirigido e roteirizado por Coogler, o filme é estrelado por Michael B. Jordan em um desafio duplo, interpretando irmãos gêmeos que retornam à cidade natal em busca de redenção. O passado, no entanto, não fica para trás. Uma força maligna passa a persegui-los, trazendo à tona traumas antigos, feridas abertas e um mal que parece contaminar toda a comunidade ao redor.


Ambientado no Mississippi dos anos 1930, Pecadores vai muito além de um terror convencional. Aqui, o Blues não é trilha sonora. É estrutura narrativa, é espiritualidade, é memória coletiva. A música funciona como elo entre história, dor, resistência e ancestralidade afro-americana, conduzindo o filme em um ritmo próprio, quase ritualístico.


Essa relação profunda com o Blues se conecta diretamente ao imaginário místico do sul dos Estados Unidos. Coogler e Göransson exploram o gênero não apenas musicalmente, mas simbolicamente, dialogando com o hoodoo, o sobrenatural e a famosa lenda de Robert Johnson, o músico que teria vendido a alma ao diabo em uma encruzilhada. Essa mitologia atravessa o filme inteiro e se reflete tanto na ameaça sobrenatural quanto nos dilemas internos dos personagens.



Com 16 indicações, Pecadores não apenas lidera o Oscar 2026. Ele consolida Ryan Coogler como um dos cineastas mais relevantes de sua geração e confirma que ainda há espaço, sim, para cinema autoral, político, espiritual e popular ao mesmo tempo. O tipo de filme que não pede licença, entra, ocupa e deixa marca.



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