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Paul McCartney revela quem é seu Beatle favorito hoje

Em participação descontraída no Chicken Shop Date, músico também relembrou a liderança de John Lennon dentro da banda

Paul McCartney
Imagem: Reprodução/YouTube

Depois de mais de seis décadas respondendo perguntas sobre os Beatles, Paul McCartney foi confrontado com uma que parecia simples, mas carregava um peso inevitável: afinal, quem é seu Beatle favorito?





A resposta veio durante sua participação no programa Chicken Shop Date, apresentado por Amelia Dimoldenberg. Em meio a histórias curiosas sobre os tempos de Hamburgo e outras lembranças da juventude, McCartney foi questionado sobre qual integrante da banda ocuparia o primeiro lugar entre John Lennon, George Harrison e Ringo Starr.


“Bem, só sobrou um. No momento, é o Ringo.”


A resposta arrancou risadas, mas logo deu espaço para uma reflexão mais séria sobre a dinâmica interna dos Beatles durante os anos de atividade da banda.


Segundo McCartney, apesar de o grupo nunca ter tido oficialmente um líder, havia uma percepção compartilhada entre os integrantes sobre o papel exercido por John Lennon.


“Durante os Beatles, acho que todos nós admirávamos o John; ele era como o líder, mesmo que oficialmente não houvesse um líder no grupo. Ele era muito espirituoso e era ótimo tê-lo no grupo.”


Paul foi além e sugeriu que essa era uma visão comum entre os quatro músicos.


“Acho que todos nós diríamos que John era o líder do grupo.”


A declaração surge poucos dias depois de McCartney voltar a falar publicamente sobre a ausência de Lennon e George Harrison. Em entrevista recente ao The Guardian, o músico comentou o impacto emocional de perder dois dos companheiros que ajudaram a mudar a história da música.


“Você sente falta deles. Começo a ficar muito triste e penso: ‘Nossa, espere um minuto, todo mundo sente falta deles, não sou só eu’.”





A influência de Lennon continua presente também no processo criativo de McCartney. Durante uma conversa recente com Paul Mescal, escolhido para interpretá-lo nas futuras cinebiografias dos Beatles dirigidas por Sam Mendes, Paul revelou que ainda imagina diálogos com o antigo parceiro de composição.


“Neste disco, eu posso até me referir a ele mentalmente, como se ainda estivéssemos compondo juntos. Eu escrevo algo e penso: ‘O que é isso? Será que presta?’”


Quando questionado sobre como essa voz aparece em sua cabeça, respondeu com humor:


“Às vezes eu consigo, e às vezes ele diz: ‘Não, isso é uma merda’.”


Antes de concluir:


“Mas o espírito dele ainda está em mim, e fico feliz por isso. E o de George também.”


A declaração acaba dizendo muito sobre a maneira como McCartney enxerga os Beatles hoje. Não como um capítulo encerrado ou apenas um fenômeno histórico, mas como uma presença constante que continua acompanhando sua vida, suas memórias e até mesmo suas novas composições.



Mas e o novo disco de Paul?


Paul McCartney acaba de acrescentar mais um capítulo à sua discografia. Aos 83 anos, o músico lançou The Boys of Dungeon Lane, seu novo álbum de estúdio, sucessor de McCartney III, de 2020.


Descrito em comunicado oficial como uma coleção de histórias pessoais, lembranças nunca compartilhadas e canções inspiradas por experiências recentes, o trabalho tem como eixo central a memória. Mais especificamente, a Liverpool que moldou a vida de Paul antes dos Beatles existirem.



O disco volta os olhos para os anos de formação do compositor, revisitando o ambiente do pós-guerra inglês, a convivência familiar e os primeiros passos ao lado de John Lennon e George Harrison. Em vez de tentar recriar o passado, McCartney utiliza essas recordações como matéria-prima para novas composições.


Ao longo das 14 faixas, o álbum adota um tom abertamente confessional. Títulos como “Life Can Be Hard” e “Momma Gets By” apontam para episódios marcantes da trajetória do músico e ajudam a construir um retrato pessoal de alguém que, mesmo depois de mais de seis décadas de carreira, ainda encontra novos caminhos para contar sua própria história.



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