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Nirvana: uma nova análise levanta dúvidas sobre trecho final da carta de Kurt Cobain

Estudo aponta possíveis diferenças de autoria nas últimas linhas do bilhete

Kurt Cobain
Kurt Cobain (Foto: Divulgação)

Conclusão oficial do caso, no entanto, segue inalterada pelas autoridades.



Décadas após a morte de Kurt Cobain, um novo estudo voltou a colocar em debate a autenticidade de parte da carta encontrada na cena de sua morte, em 1994.


O vocalista do Nirvana morreu em 5 de abril daquele ano, aos 27 anos, em sua casa em Seattle. Na época, o caso foi encerrado como suicídio pelo departamento médico do condado de King, com base em diferentes evidências, incluindo o conteúdo do bilhete deixado pelo músico.


Agora, uma análise conduzida por uma equipe forense privada questiona especificamente as quatro linhas finais do texto. Segundo os responsáveis pelo estudo, é nesse trecho que aparecem possíveis inconsistências em relação ao restante da escrita.


A pesquisadora Michelle Wilkins afirmou ao Daily Mail que as últimas frases apresentam mudanças perceptíveis na caligrafia, como variações no tamanho das letras, traços menos uniformes e um ritmo gráfico diferente do observado no restante do documento.



A avaliação foi acompanhada pela especialista em caligrafia Mozelle Martin, que identificou “anomalias significativas” no mesmo trecho. Segundo ela, há indícios de que essas linhas possam ter outra autoria, embora não exista uma conclusão definitiva.


"Ao analisar a contestada carta de suicídio de Kurt Cobain, a comparação forense da caligrafia revelou uma clara discrepância: o corpo da carta correspondia à caligrafia conhecida de Cobain, enquanto as quatro últimas linhas apresentavam anomalias significativas", disse ela ao Daily Mail. 


Por outro lado, o conteúdo principal da carta continua sendo considerado compatível com a escrita de Cobain, o que mantém o caso sem uma resposta conclusiva sobre o ponto levantado.


"Não posso afirmar com 100% de certeza que Cobain não as escreveu, porque eu não estava lá", explicou ela. 


'O exame forense ético se baseia na probabilidade, não na certeza absoluta.'



Mesmo com a nova análise, a polícia de Seattle já indicou anteriormente que não pretende reabrir a investigação, mantendo a determinação oficial registrada na época.


O debate, no entanto, volta a ganhar força com a divulgação dessas informações, reacendendo questionamentos que acompanham o caso há mais de três décadas.






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