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Morre Phil McDonald, engenheiro de som dos Beatles e vencedor do Grammy, aos 80 anos

há 19 horas
3 min de leitura

Profissional trabalhou em álbuns históricos como “Revolver”, “Sgt. Pepper's” e “Abbey Road”, além de colaborar com os quatro integrantes da banda em suas carreiras solo

Phil McDonald
Imagem: Abbey Road Studios


O engenheiro de som e produtor musical Phil McDonald morreu aos 80 anos. A informação foi confirmada pelos Abbey Road Studios, em um comunicado oficial que relembrou sua trajetória e sua participação em algumas das gravações mais importantes da história dos Beatles.





McDonald começou a trabalhar nos estúdios em 1964, quando tinha apenas 18 anos, e acompanhou um período de profundas transformações na maneira como a música era gravada e produzida.


“É com tristeza que anunciamos o falecimento do maravilhoso Phil McDonald”, informou o estúdio.


Na homenagem, a equipe destacou suas qualidades profissionais e a relação que construiu com os colegas ao longo dos anos.


“Phil era um engenheiro altamente qualificado, extremamente confiável e muito querido, que começou a trabalhar aqui em 1964, aos 18 anos de idade.”


De “Yesterday” a “Abbey Road”


A trajetória de Phil McDonald nos Abbey Road Studios começou longe das mesas de gravação. Antes de se tornar engenheiro de som, ele passou por diferentes funções dentro da estrutura do estúdio.


“Ele começou em nossa biblioteca de fitas e trabalhou nas salas de edição antes de fazer a transição para operador de fita e, logo depois, engenheiro de balanceamento”, relembrou o comunicado.


Seu primeiro trabalho documentado com os Beatles aconteceu em 17 de junho de 1965, durante uma sessão de gravação de “Yesterday”, uma das composições mais conhecidas de Paul McCartney.


Nos anos seguintes, McDonald participou das sessões de Revolver, Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band e The Beatles, conhecido como Álbum Branco. Durante esse período, trabalhou ao lado de profissionais como Geoff Emerick e Ken Scott, que contribuíram para sua formação técnica.





Essa experiência o levaria a assumir uma função de maior destaque nas gravações de Abbey Road, lançado em 1969. Seu trabalho no disco recebeu reconhecimento internacional. Em 1970, McDonald e Geoff Emerick conquistaram o Grammy de Melhor Engenharia de Som em Gravação Não Clássica pelo álbum.


McDonald também esteve entre os poucos profissionais da produção técnica a terem seus nomes creditados na contracapa de Abbey Road.


Uma vida dedicada à qualidade das gravações


Ao recordar sua maneira de trabalhar, os Abbey Road Studios destacaram que a filosofia de McDonald sempre foi “chegar o mais perto possível de gravar o som verdadeiro que ouvia no estúdio”.


Essa preocupação com a fidelidade sonora acompanhou o engenheiro durante toda a sua trajetória. Por volta de 1971, McDonald passou a trabalhar com a Apple Records, ampliando suas atividades para além das gravações realizadas nos Abbey Road Studios.


Até 1974, já havia colaborado com John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr em seus primeiros projetos individuais após o fim dos Beatles. Sua carreira também incluiu trabalhos com artistas como Eric Clapton, Harry Nilsson, Deep Purple, Squeeze e Roy Orbison.


Abbey Road relembra último encontro com Phil McDonald


Na parte final do comunicado, os Abbey Road Studios recordaram uma visita realizada pelo engenheiro de som no ano passado. O reencontro ganhou um significado especial para a equipe após a notícia de sua morte.


“Tivemos a sorte de recebê-lo de volta aos estúdios no ano passado para uma visita à sua antiga casa, um momento que todos nós guardamos com carinho – agora ainda mais. Phil tinha um senso de humor fantástico, uma calma serena e uma paixão evidente por gravação e música.”


McDonald deixa a esposa, Sandra. Sua trajetória esteve ligada a uma época em que os estúdios de gravação se tornaram espaços fundamentais de experimentação musical. Ao lado de outros engenheiros e produtores, ajudou a registrar trabalhos que continuam sendo ouvidos e estudados décadas depois.


Phil McDonald não ocupava o centro dos palcos, mas esteve presente nos bastidores de algumas das sessões mais importantes da história dos Beatles. Seu trabalho permanece registrado em discos que atravessaram gerações e ajudaram a transformar a própria linguagem da música popular.



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