Morre Koji Suzuki, autor de Ring que inspirou a franquia O Chamado
- Marcello Almeida
- há 16 horas
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Escritor japonês ajudou a redefinir o horror moderno ao transformar uma simples fita de vídeo em pesadelo coletivo

Morreu na sexta-feira (8), aos 68 anos, o escritor japonês Koji Suzuki, autor de Ring, obra que deu origem à franquia O Chamado e ajudou a redefinir o terror moderno nos anos 90 e 2000.
Segundo a emissora japonesa NHK, Suzuki morreu em um hospital em Tóquio. A causa da morte não foi divulgada oficialmente. Seu editor informou apenas que o falecimento ocorreu em decorrência de uma doença.
Nascido em 13 de maio de 1957, o escritor construiu uma carreira marcada pela mistura entre terror psicológico, fantasia e ficção sobrenatural, mas foi com Ring que seu nome atravessou fronteiras e se tornou referência mundial dentro do gênero.
Publicado originalmente no Japão em 1991, o livro apresentava uma premissa simples — e justamente por isso aterrorizante: uma fita de vídeo amaldiçoada capaz de matar quem a assistisse após sete dias.
A adaptação cinematográfica japonesa dirigida por Hideo Nakata, lançada em 1998, transformou a história em fenômeno cultural. Poucos anos depois, Hollywood produziu o remake americano O Chamado, dirigido por Gore Verbinski e estrelado por Naomi Watts, consolidando definitivamente a influência do terror japonês no cinema ocidental.
A figura de Sadako, posteriormente reinterpretada como Samara na versão americana, se tornou uma das imagens mais icônicas do horror contemporâneo. Mais do que sustos tradicionais, a obra de Suzuki ajudou a popularizar um tipo de terror mais silencioso, atmosférico e psicológico, baseado em inquietação constante e medo existencial.
Ao longo da carreira, o autor publicou mais de dez livros, mas Ring permaneceu como sua criação mais conhecida, gerando continuações, adaptações televisivas, mangás e mais de 15 filmes produzidos entre Japão, Coreia do Sul e Estados Unidos.
Mesmo décadas depois de seu lançamento original, O Chamado continua sendo lembrado como um divisor de águas do horror moderno, especialmente por ter aberto espaço para que produções asiáticas passassem a influenciar diretamente o cinema de terror global.
Suzuki deixa esposa e duas filhas.
Porque algumas histórias nunca desaparecem completamente. Elas continuam ecoando na cultura, na memória… e naquele desconforto silencioso que sentimos quando a televisão insiste em permanecer ligada tarde da noite.
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