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Moby destina lucro do Coachella a causas animais e reforça ativismo

Artista anuncia doação integral de seus ganhos no festival e transforma visibilidade em ação concreta

Moby
Corbis/Corbis via Getty Images

Moby decidiu transformar sua presença no Coachella 2026 em algo maior do que performance. O artista anunciou que vai doar 100% dos lucros obtidos com seus shows no evento para organizações de defesa dos direitos dos animais, ampliando um posicionamento que ele já sustenta há décadas fora dos palcos.



As apresentações aconteceram no palco Mojave durante dois fins de semana consecutivos, e toda a receita gerada será destinada a instituições como Physicians Committee for Responsible Medicine, Mercy for Animals, The Humane League e Direct Action Everywhere. A escolha das entidades reforça o foco do artista em iniciativas que atuam tanto na conscientização quanto na mudança estrutural da relação entre humanos e animais.


Em vídeo publicado nas redes sociais, Moby explicou a decisão de forma direta:


“Meu trabalho principal na vida é atuar como ativista dos direitos dos animais e, para isso, espero usar a receita e a atenção geradas pelo meu show no Coachella para chamar a atenção e apoiar financeiramente organizações de direitos dos animais”.


A fala não soa como estratégia de imagem. É coerente com uma trajetória que ele mesmo lembra estar prestes a completar 39 anos de veganismo.


A ação acontece em um momento de retomada intensa de atividades ao vivo. Além do Coachella, o músico já tem apresentações confirmadas em eventos como o Rock Werchter, o Mad Cool Festival e o tradicional Montreux Jazz Festival, onde celebrará também seu aniversário de 60 anos. No Reino Unido, ele prepara um retorno simbólico com show em Brighton, cidade onde não se apresenta há mais de duas décadas, além de uma data em Londres.



Esse movimento ao vivo dialoga com o momento atual de sua discografia. Em fevereiro, Moby lançou seu 23º álbum de estúdio, Future Quiet, um trabalho que mergulha em atmosferas minimalistas, piano e ambientações mais introspectivas. Há uma espécie de contraste interessante entre esse som mais silencioso e a dimensão pública de suas ações recentes. Como se a música olhasse para dentro enquanto a atitude se projeta para fora.



No fim, a decisão de doar o cachê não é apenas um gesto isolado. Ela reposiciona o papel do artista dentro de um circuito como o Coachella, onde visibilidade costuma ser moeda de troca. Moby inverte essa lógica. Usa o alcance do festival como amplificador de uma causa que, para ele, vem antes da própria música.


Quando o artista entende o tamanho da própria voz, cada palco vira possibilidade de mudança.



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