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Michael Stipe reaparece com música inédita, e descreve o novo álbum como algo vivo

Ex-R.E.M. apresenta “The Rest Of Ever” no programa de Stephen Colbert e sinaliza reta final de disco solo

Michael Stipe
(Foto de Al Pereira/WireImage)

Depois de anos em suspensão, como quem observa o mundo antes de dizer qualquer coisa, Michael Stipe resolveu finalmente abrir uma fresta. E fez isso do jeito mais dele possível: sem alarde, sem pressa, deixando a música falar primeiro.



A estreia ao vivo de “The Rest Of Ever” aconteceu no The Late Show with Stephen Colbert, acompanhado pela banda da casa, Louis Cato and The Great Big Joy Machine. Nada grandioso no sentido tradicional, mas profundamente carregado de presença.


A canção chega como um sussurro maduro. Lenta, contemplativa, quase como se tivesse sido resgatada de alguma sobra esquecida de Monster. Mas não é nostalgia. É outra coisa. A voz de Stipe agora carrega o tempo, mais rouca, mais pesada, mais humana. Ele não tenta esconder isso. Ele abraça.


E talvez seja exatamente aí que a música encontra sua força: na honestidade. O novo álbum solo, que vem sendo gestado há anos, finalmente entra na reta final. O próprio Stipe já admitiu que levou mais tempo do que gostaria, mas agora fala com a tranquilidade de quem entende que certas coisas não podem ser apressadas. O lançamento está previsto ainda para este ano.


E se a música já indica um caminho mais introspectivo, a forma como ele descreve o disco deixa claro que não estamos falando de algo convencional.


“Uma das faixas é como se uma árvore estivesse se ouvindo pela primeira vez”, explicou. “Um amigo captou os sons de uma árvore no meu quintal, na Geórgia, e a gente trabalhou isso na música… tem algo de Daft Punk, mas com um toque de canção de marinheiro.”



É uma imagem que diz muito. Sobre som. Sobre escuta. Sobre retorno. Mais do que um disco, o que Stipe parece estar construindo é um espaço. Um lugar onde o tempo desacelera e as coisas voltam a fazer sentido, mesmo que de um jeito estranho, torto, difícil de explicar.


E talvez seja isso que torne esse retorno tão interessante. Ele não tenta competir com o passado. Ele não tenta repetir o R.E.M.. Ele só continua. Algumas vozes não voltam, elas reaparecem, diferentes, mais profundas, mais verdadeiras.



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